SOS Serra Vermelha

Ajude a preservar a última floresta do semi-árido nordestino. Peça a criação do Parque Nacional Serra Vermelha. Mande um e-mail para o presidente LULA: www.presidencia.gov.br/presidente/falecom

19

de

abril

SERRA VERMELHA GANHA DESTAQUE

ARAQUÉM ALCÂNTARA VAI DOCUMENTAR

FAUNA, FLORA E PAISAGENS DA SERRA VERMELHA

FOTÓGRAFO É CONSIDERADO UM DOS

MELHORES DO MUNDO EM NATUREZA

* adaptado do Jornal Meio Norte:

O jornalista catarinense Araquém Alcântara, 55 anos, considerado o maior fotógrafo de natureza do Brasil e um dos repórteres ambientais mais atuantes do continente americano, vai documentar a região do futuro Parque Nacional da Serra Vermelha, no Piauí. O objetivo é registrar imagens para um livro que vai retratar a destruição dos ecossistemas brasileiros.

Impressionado com a postura das autoridades governamentais do país (lê-se: Ministério do Meio Ambiente e Ibama), que concederam a empresa carioca JB Carbon S/A autorização para desmatar 78 mil hectares da última floresta do semi-árido brasileiro para produção de carvão, Araquém Alcântara está em contato com publicações internacionais para divulgar o caso no exterior.

No Brasil, vários veículos de renome e circulação nacional como as revistas Veja, Os Caminhos da Terra e National Geographic, receberam telefonemas e e-mails do jornalista relatando a destruição da natureza piauiense. Grandes jornais de São Paulo foram comunicados sobre o caso e sua intenção em documentar a Serra Vermelha.

No documento encaminhado aos veículos de comunicação do Brasil e exterior, Araquém Alcântara cita os principais fatos que cercam o empreendimento, como a possibilidade de existirem formações de Mata Atlântica e a descoberta de novas espécies animais na região. O fotógrafo destaca a denuncia do Ministério Público Federal contra o Ibama e a empresa JB Carbon, e a postura do Governo do Piauí que concedeu isenção fiscal ao negócio.

As irregularidades trabalhistas constatadas na fazenda da JB Carbon que foi multada por danos coletivos, o pedido de explicações pela comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, as suspeitas de grilagem de terras e a histórica mobilização da sociedade piauiense em defesa da Serra Vermelha também foram relatadas.

Com uma vida profissional dedicada a natureza - Araquém tem 25 livros publicados sobre o assunto, ganhou três prêmios internacionais, 32 nacionais, e participou de mais de 100 exposições individuais ou coletivas - o jornalista esteve inúmeras vezes no Piauí para documentar o estado. Lugares como os parques nacionais da Serra da Capivara, Serra das Confusões e Sete Cidades, além do Delta do Parnaíba e cidades do sertão, já foram alvos de sua câmera.

18

de

abril

GOVERNO DE OLHO NA SERRA VERMELHA

 

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE É CONTRA

PROJETO NA SERRA VERMELHA

ÓRGÃO ENVIOU DOCUMENTO PARA VÁRIAS ENTIDADES

DEMONSTRANDO APOIO A CAMPANHA EM DEFESA DA SERRA

 

O Ministério do Meio Ambiente vem acompanhando diariamente o desenrolar dos fatos que envolvem a empresa do Rio de Janeiro, JB Carbon S/A que ganhou autorização do Ibama e do Governo do Piauí, para derrubar 78 mil hectares de florestas na Serra Vermelha, área localizada no sul do Estado. Segundo cientistas da Universidade de São Paulo (USP), o local possui uma das maiores biodiversidades do interior nordestino.

A comprovação do interesse do Ministério do Meio Ambiente no assunto está em documento assinado por Bazileu Alves Margarido Neto, Chefe do Gabinete da Ministra Marina Silva. Ele enviou o oficio 085/2007 anexando o documento do Ibama de Brasília 028/2007 da Diretoria de Florestas (DIREF), que paralisou temporariamente o empreendimento, a João Bosco Carbogim, presidente da Fundação Brasil Cidadão, de Fortaleza, no Ceará. O assunto: Cancelamento de autorização de desmatamento na Serra Vermelha

Desde que o programa Globo Repórter veiculou matéria no dia 26 de janeiro denunciando a destruição da Serra Vermelha, com a transformação de sua floresta em carvão, os telefones, e-mails e gabinetes do Ministério do Meio Ambiente e da presidência do Ibama recebem, diariamente, documentos dos mais variados estados do Brasil, pedindo a suspensão definitiva do Projeto Energia Verde, no sertão do Piauí

Em Teresina, o Superintendente Estadual do Ibama, Romildo Mafra, disse a jornalista Tânia Martins, da Folha do Meio Ambiente, que nos primeiros dias após a exibição do programa Globo Repórter, os telefones do Ibama, em Brasília, ficaram congestionados. "Quando a sociedade não quer aceitar determinado projeto fica difícil explicar seus objetivos", disse o representante do Ibama.

Entidades como a Associação Caatinga, do Ceará; a Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, A rede de ONG’s da Mata Atlântica, de Brasília e que congrega cerca de 300 entidades, o Museu de Zoologia da USP, entre várias outras instituições, solicitaram a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha e a paralisação do negócio.

18

de

abril

REVOLTA POPULAR

Serra Vermelha (Piauí)

 
Energia Verde e seus 40 malfeitores
Rios Vivos

Tânia Martins

Na audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa, na última quarta-feira, para debater o projeto Energia Verde, que vem destruindo a Serra Vermelha, no Sul do Piauí, ficou claro que os deputados não estão preocupados com o esgotamento dos recursos naturais do Piauí, mas sim, com os benefícios que o poder econômico, ali representado pelo empresário carioca João Batista Fernandes, dono do projeto, pode lhes proporcionar.

Aliás, não somente eles demonstraram apoio ao ato criminoso contra o patrimônio natural do povo piauiense. Os dois representantes das instituições que foram criadas para proteger a Natureza, Ibama e Secretaria do Meio Ambiente, respectivamente, Carlos Moura Fé e Dalton Macambira, se exercessem suas funções em um país sério seriam exonerados por se comportarem como garotos propaganda da JB Carbon.

A falta de compromisso é tamanha que ambos dão ênfase ao fato de que antes a JB estava licenciada para plantar grãos nas terras por ela griladas. Ou seja, para eles tanto faz a forma de destruir a rica biodiversidade da Serra Vermelha. Certamente pensam que no Piauí não tem homens e mulheres capazes de impedir tamanha barbaridade, sem contar que tem ainda a Justiça. O que se observa é que esses senhores estão dominados pela força do capital.

Se realmente fossem comprometidos com a causa, que aliás são remunerados para trabalharem por ela, teriam acatado a recomendação do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA em transformar a Serra Vermelha em uma unidade de conservação e mais, teriam cobrado com muita responsabilidade, estudos biológicos profundos sobre a área.

Não precisa de conhecimentos científicos intensos para saber que uma vez antropizada, a Natureza se recupera lentamente. E no caso da supressão da vegetação deixando a raiz, nem todas vingam. Sabe-se também que nem a JB nem o Ibama e muito menos a Semar, têm catalogadas e estudadas as espécies da flora ali existentes.

O mesmo se repete com a fauna considerada singular. Será que sabem responder como vai ficar o Chapadão do Gurguéia quando lá só tiver tocos de árvores? Certamente pouco estão ligando para o processo erosivo que virá ou com a perda de solo, com a infiltração de água, com o assoreamento dos córregos, sem falar da emissão dos gases na atmosfera. Não levaram nem em consideração que o município de Curimatá, muito próximo do desmatamento, faz parte dos municípios em processo de desertificação do Piauí.

Da forma como vem agindo este governo com o falso modelo de desenvolvimento imposto, seria preciso no mínimo de três Piauí repletos de recursos naturais para garantir qualidade de vida para a atual e futuras gerações. É importante atentar ainda para o modelo econômico imposto, sem nenhum desenvolvimento social. Se fosse ao contrário, a Procuradoria do Trabalho não precisaria ter enviando até o projeto um procurador para libertar quase 150 escravos.

Pior é que estes senhores estão tentando manipular a opinião pública contra os ambientalistas, quando na verdade são eles que não se preocupam com as pessoas. Se fosse ao contrário, na audiência pública não teriam manipulado pessoas pobres da região para defender a destruição da floresta. Com a atitude, a JB e os prefeitos do entorno demonstraram que estão se aproveitando da falta de consciência de pessoas simples para saquearem a imponente Serra Vermelha.

A sorte é que a sociedade não engole tudo o que essa gente que se acha dono do Estado querem fazer. Se eles pensam que tendo nas mãos o poder econômico e político podem tudo, estão enganados. A prova está na luta travada para garantir a sobrevivência da última floresta do semi-árido brasileiro e contra a concentração de renda e exclusão social. Agora, com a somação de esforços da Rede de Ongs da Mata Atlântica, da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura, do Fórum do Semi-Árido e de muitas outras entidades, renovam-se as esperanças para salvar tão ricos ecossistemas e, quem sabe, a troca de gestores que lutam sim, pelo poder e concentração de renda para suas turmas.

16

de

abril

REVISTA DESTACA SERRA VERMELHA

 

REVISTA COM CIÊNCIA AMBIENTAL

PUBLICA NOVAS MATÉRIAS SOBRE SERRA VERMELHA

 

PUBLICAÇÃO TRAZ EDITORIAL CONTRA PROJETO

NA SERRA VERMELHA

 

SEÇÃO DE CARTAS

É  TOTALMENTE DEDICADA AO CASO

 

A revista Com Ciência Ambiental, em sua edição de março de 2007, traz uma série de artigos sobre o caso Serra Vermelha, no Piauí. Editada pela Casa Latina, de São Paulo, a publicação tem circulação nacional.

 

No editorial da revista, a jornalista Cilene Victor diz que a redação da publicação ambiental recebeu uma dezena de cartas, telefonemas e e-mail’s sobre a Serra Vermelha.

 

A nova edição traz ainda uma entrevista com o diretor de Florestas do Ibama; um artigo da professora da UFPI, Gisele Daltrini Felice; e um artigo do consultor da empresa JB Carbon S/A, Sérgio Tavares, professor aposentado da UFRPE

Grande parte dos leitores da revista se mostraram revoltados com a aprovação do projeto Energia Verde pelos órgãos ambientais.

A entrevista do diretor do Ibama na Com Ciência Ambiental foi em resposta a publicação, mês passado, de uma denúncia sobre o desmatamento na Serra Vermelha para a produção de carvão. Segundo a JB Carbon, a meta da empresa é chegar aos quatro milhões de toneladas de carvão nos 13 primeiros anos do empreendimento.

De acordo com a editora da revista, Cilene Victor, a repercussão na imprensa nacional acerca do desmatamento, provocou uma enxurrada de cartas e telefonemas de leitores querendo entender as diferenças entre manejo florestal e desmatamento.

"A indignação, na sua maioria, decorreu da interpretação de ter havido omissão e jogo de interesses por parte dos órgãos competentes de meio ambiente, tanto na esfera estadual quanto federal, além do silêncio inaceitável do governo do estado do Piauí", explicou a jornalista no editorial da publicação que tem circulação nacional.

16

de

abril

REVISTA DE YOGA

 

PRESIDENTE DA ONG SOS FAUNA

PUBLICA ARTIGO SOBRE SERRA VERMELHA

 

BIÓLOGO SE MOSTROU INDIGNADO

COM PROJETO APROVADO PELO IBAMA

Meio Ambiente

Com autorização do governo, fornos queimam
a floresta no PI

Assistindo ao programa Globo Repórter do dia 26 de janeiro de 2007 tivemos uma das maiores decepções de nossas vidas, quando pudemos observar, e sabemos que isso realmente está ocorrendo, que no estado do Piauí, na Serra Vermelha, o IBAMA autoriza o desmatamento em massa de nada menos que 114.000 hectares da caatinga (1,14 bilhões de metros quadrados) para que a madeira seja transformada em carvão, mesmo com posicionamento contrário da comunidade científica.

Chamando esta atividade de “plano de manejo florestal sustentável”, e o que seria cômico se não fosse trágico, o projeto ganhou o nome de “energia verde”!!! O próprio repórter da Rede Globo de Televisão, ao presenciar cerca de trezentos fornos de carvão queimando a vida na floresta, fica indignado, questionando ao analista ambiental do IBAMA sobre tal procedimento, e o mesmo diz ao repórter: “Você está me apertando”. Os técnicos do IBAMA, de todas as maneiras tentaram mostrar que aquela atividade é sustentável. Em suas alegações o argumento era que em função da madeira estar sendo cortada e não extraída com raiz, a mesma iria brotar e regenerar-se.

Porém, além do estresse para a fauna local, por invasão antrópica da floresta, como esta fauna sobreviverá até que a floresta se regenerasse em alguns anos? Certamente toda a fauna local se deslocará para outras áreas, ou melhor, os que sobreviverem, e estes então entrarão em competição com populações já estabelecidas nestas outras áreas. O que irá acontecer em função disso? Não sabemos, mas certamente não é algo bom… O pesquisador e zoólogo, e que foi um dos participantes deste programa, e que por sinal é grande amigo e colaborador da SOS Fauna, o prof. dr. Luis Fabio Silveira (USP), tinha em seu semblante a tristeza estampada, pois quem dedica sua vida a cuidar de outras vidas, não consegue ficar indiferente a tal estado de coisas.

Entendemos que um órgão ambiental que foi criado para proteger e conservar nossa biodiversidade, quando atinge este estágio, é porque a situação é muito séria e muita coisa deve ser reavaliada. Se este é o crescimento que o nosso governo quer, estamos perdidos, pois está muito longe o dia que compreenderão que estes atos comprometem a própria humanidade. A Mãe Natureza, resistente que é, está aumentando a quantidade de seus recados para a humanidade nos últimos anos, antes que seja tarde demais, mas o homem não dá ouvidos, não se preocupa, ignora…

A SOS Fauna lamenta profundamente que isso esteja acontecendo na Serra Vermelha, sul do Estado do Piauí. Se autorizam a destruição de milhares de hectares de floresta, se autorizam animais do tráfico à ficarem com seus possuidores mediante uma nova Portaria do Órgão (Portaria 384), estes recebendo o título de guardiões, o que mais podemos esperar? É desanimador e desestimulante quando presenciamos quem deveria defender o meio ambiente, autorizando a sua destruição! Sabemos que há uma linha, dentro do próprio Órgão, absolutamente contrária a estes procedimentos, mas certamente não são aqueles que tomam as decisões.

Marcelo Pavlenco Rocha - Presidente - SOS Fauna
Danusa Camanduchy Maia - Bióloga Coordenadora

entre em contato:

SOS Fauna (www.sosfauna.org)

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