SOS Serra Vermelha

Ajude a preservar a última floresta do semi-árido nordestino. Peça a criação do Parque Nacional Serra Vermelha. Mande um e-mail para o presidente LULA: www.presidencia.gov.br/presidente/falecom

25

de

maio

FOLHA DO MEIO AMBIENTE

 

ÚLTIMA EDIÇÃO DO JORNAL FOLHA DO MEIO AMBIENTE

VOLTA A DESTACAR AMEAÇAS A FLORESTA DA SERRA VERMELHA

MATÉRIA SOBRE A DESTRUIÇÃO DA NATUREZA PIAUIENSE

GANHOU DESTAQUE E A MACHETE DE CAPA DA PUBLICAÇÃO

 

Serra Vermelha
Maior floresta do Nordeste ameaçada pela indústria do carvão
Mais de 300 fornos para fabricação de carvão continuam funcionando dia e noite.

Tânia Martins, de Serra Vermelha

23 de Maio de 2007

Não é por falta de argumentos científicos, técnicos e jurídicos que o Projeto Energia Verde ainda não foi cancelado definitivamente. O empreendimento da empresa carioca JB Carbon S/A, instalado na Serra Vermelha, no Sul do Piauí, tem como objetivo transformar 78 mil hectares de floresta nativa em carvão vegetal. Além de uma moção do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), sugerindo a criação de um parque nacional na área, existe uma ação civil pública na Justiça Federal proposta pela Procuradoria da República; três ações discriminatórias no INTERPI (Instituto de Terras do Piauí); um parecer contrário ao empreendimento do próprio procurador do Ibama; um pedido de assistência litisconcensual do Ministério Público Estadual; uma ação da Procuradoria do Trabalho, além de inúmeros pareceres e argumentos técnicos de especialistas, apontando as falhas e condenando o projeto.

VEJA MATÉRIA COMPLETA NO SITE:

http://www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2007/05/serra177.html


25

de

maio

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONFIRMA NOVO PARQUE

 

JOÃO PAULO CAPOBIANCO GARANTIU QUE O MINISTÉRIO

DO MEIO AMBIENTE VAI CRIAR PARQUE DA SERRA VERMELHA

 

 

DECISÃO FOI COMUNICADA EM PORTO ALEGRE DURANTE

EVENTO PELA SEMANA DA MATA ATLÂNTICA

 

Jornal MEIO NORTE - edição 24/05

O Ministério do Meio Ambiente está ultimando os estudos para criação do Parque Nacional Serra Vermelha, entre os municípios de Bom Jesus, Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia, no sul do Piauí. A informação foi dada ontem, em Porto Alegre, pelo secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, durante a abertura do encontro nacional da RMA (Rede de Ong’s da Mata Atlântica), dentro das comemorações da Semana da Mata Atlântica.

Para o secretário, o Governo Lula fez grandes avanços na área ambiental brasileira com a ampliação das unidades de conservação e a diminuição significativa dos índices de desmatamento no Brasil, sobretudo na Amazônia. Falando especificamente sobre a Mata Atlântica, ele garantiu que a Serra Vermelha é um dos remanescentes do Bioma mais ameaçados. "Em breve uma equipe do ministério e do Ibama deve visitar a região para definir os limites da reserva", afirmou.

Capobianco disse ainda que comunicou pessoalmente ao governador Wellington Dias (PT), a decisão pela criação do parque e que solicitou o apoio do Estado do Piauí. Atualmente João Capobianco ocupa interinamente a direção do Instituto Chico Mendes, criado recentemente através de decreto federal para gerir as unidades de conservação do Brasil e implementar políticas voltadas para a conservação da natureza.

"A população brasileira precisa entender que o Instituto foi criado depois de mais de 10 anos estudando sua viabilidade. Ele será uma nova ferramenta para a proteção da natureza brasileira. O Chico Mendes não muda em nada nossa legislação ambiental e pode ajudar na captação de recursos e gestão dos nossos recursos naturais".

Durante o evento na capital gaúcha, o jornalista Francisco José, autor do programa Globo Repórter, que denunciou para o país inteiro o desmatamento na Serra Vermelha, foi homenageado com o prêmio Amigo da Mata Atlântica.

25

de

maio

SENADO VAI INVESTIGAR ENERGIA VERDE

 

SENADOR DO PT QUER AUDIÊNCIA PÚBLICA NO

SENADO FEDERAL PARA INVESTIGAR DESTRUIÇÃO DA FLORESTA

 

SIBÁ MACHADO VAI SOLICITAR QUE MISSÃO DO SENADO VERIFIQUE

IN LOCO APROVAÇÃO DO PLANO DE MANEJO FLORESTAL NO PIAUÍ

Participando da Semana da Mata Atlântica, na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, como representante da ministra Marina Silva, o senador Sibá Machado (PT-AC), informou que vai encaminhar requerimento ao Senado Federal solicitando a constituição de uma comissão externa para verificar no interior do Piauí a aprovação do plano de manejo florestal do projeto Energia Verde.

Para o senador que representa o estado do Acre, a realização de uma audiência pública no Congresso Nacional também é uma das possibilidades estudadas. "Vou analisar o caso com minha assessoria. Precisamos chegar a um consenso sobre a melhor forma política para impedir que a floresta da Serra Vermelha seja transformada em carvão", garantiu.

Em Brasília, os senadores piauienses Heráclito Fortes (DEM) e Mão Santa (PMDB) também analisam a possibilidade de pedir explicações ao Governo Federal sobre a aprovação do projeto Energia Verde, que pretende desmatar quase 78 mil hectares de florestas nativa do Piauí. Os parlamentares receberam um dossiê sobre o caso e também vão solicitar explicações ao Ibama.

FONTE: JORNAL MEIO NORTE 24/05/2007

21

de

maio

RESPOSTA AO SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE DO PIAUÍ

 

ENGENHEIRO FAZ DURAS CRITICAS AO PROJETO ENERGIA VERDE

DOCUMENTO FOI ELABORADO EM RESPOSTA AO SECRETÁRIO DALTON MACAMBIRA QUE VIROU GAROTO PROPAGANDA DO EMPREENDIMENTO CARIOCA

 
Eng. Heitor Castelo Branco Filho*

TEXTO EDITADO PARA PUBLICAÇÃO:

Professor Dalton Macambira,

Quanto a devastação da Serra Vermelha não há argumentos, mesmo os "influenciados" pela " destruidora de matas", que convença alguém de
mentalidade superior, quanto aos incalculáveis prejuízos ambientais que uma derrubada de mata ocasiona.

O Sr. somente fala dos vegetais cremados. E os bichos, os milhares de seres que vão ser destruídos ? Isso não conta ? Saiba que eles são brasileiros e exigem respeito. Têm direitos previstos na Constituição Federal.

De início, devo lhe afirmar que estamos falando de MATA, não de vegetação arbustiva de chapada, cerrado ou carrascos, como nas planícies de Brasília, Goiás, Sta Filomena e Balsas, no Maranhão, onde plantam leguminosas.

Afirmo que no Nordeste, que é contemplado com cerca de oito meses sem umidade no solo, mata derrubada, é mata extinta. Não há recuperação. Na Amazônia, paradoxamente, a situação embora com excesso de umidade, é também crítica, pois os solos são paupérrimos em húmus.

Sr. Professor Macambira, tenha em vista, e que isso fique bem patente, que não sou contra a empresa ENERGIA VERDE. Não a conheço e nunca vi qualquer de seus membros.

Sou, certamente, contra qualquer entidade que queira ou venha a desejar desmatar a mata da Serra Vermelha. Seja para transformar em carvão, em madeira comercial, em plantação de soja, de mamona, para tirar ouro, diamante ou qualquer outro engodo para os aficionados pelo vil metal, custando o que custar ao pobre Estado do Piauí.

Os argumentos segundo os quais, a mata ao renascer, vai absorvendo e recupera TODO o carbono que lançou durante a sua carbonização, na
atmosfera, é mera suposição e não tem o menor valor científico. Posso lhe enviar as fotos da mata da Serra Vermelha com madeiros de grande diâmetro, para que o Sr. bem possa avaliar.

O senhor acha que um Ipê de um metro de diâmetro se recupera em 14 anos ? Pois são milhões de árvores de diversas espécies, com esse diâmetro, que vai para a fornalha! Essas essências, demorariam mais de cem anos para retornarem ao tamanho original.!

Quanto aos Prefeitos que mandaram requerimentos pedindo que o Ministério ou o Ibama permita o desmatamento, é fácil saber, para quem tem experiência de vida, que essas personalidades estão saindo de eleições nas quais se elegeram, empenhando todos os seus e os, não seus, recursos, e, por via disso, estão estressados, cansados, alquebrados, com a mente anuviada e estonteada pelo esforço da campanha, e por conta disso, não podem fugir aos argumentos de uma poderosa empresa que tem o maior poder de convencimento, com gente muito capaz de apresentar eloqüentes falácias, infelizmente
indesejáveis. Portanto, requerimentos desses prefeitos, para os órgãos
superiores, são até desabonadores para a empresa Energia Verde.   

Sua aprovação ao desmatamento da Serra Vermelha não é ponto
pacífico para apoio do projeto Energia Verde que é, isto sim, uma aberração e uma devastação, já agora condenada internacionalmente por declarações de personalidades da AFRICA DO SUL, da ARGENTINA e pela ONU, conforme está inserido no Jornal Meio Norte, edição de 6 de maio e, também, na edição de 17 de maio do corrente ano.

Devastação de matas, na extensão da Serra Vermelha, de 78.000 hectares, é ponto de preocupação internacional. Está vindo uma comitiva de Deputados Federais da Comissão de Desertificação da Câmara Federal para ver localmente, a extensão do desastre, que já é, considerável.

Pode até acontecer que a Energia Verde venha a pagar vultuosas multas e indenizações pela devastação praticada. Não adianta argumentar que foi autorizada, como não se justificaria um Juiz de Direito dizer que uma pessoa pode assassinar um homem. Se essa pessoa o fizer, é criminoso e deve ir para o xilindró.

Todos sabem que essas "mega" empresas multinacionais têm muita facilidade de convencimento e obtenção de autorizações muitas vezes, criminosas ou fora da Lei.

Professor Dalton Macambira: não é conselho, mas um axioma: Não defenda nada contra seu Estado. Não afronte os ditames da sua Secretaria, cujo escopo é defender o meio ambiente do Estado do Piauí. Aqui é o nosso patrimônio, o nosso querido rincão. Não defenda o indefensável, por amizade ou por pedidos de amigos, pois não acredito que o senhor tenha motivações outras.

Esses interesseiros, uma vez terminado o seu propósito de retirar o vil
metal, mesmo deixando para trás a destruição ao nosso pobre Piauí, se
retiram, e nunca mais são vistos, achando graça dos inocentes úteis que conseguiram engabelar.

O senhor tem um grave dever para com seus alunos da Universidade. Eles, - se tomarem conhecimento do seu ponto de vista, - irão certamente citar para o senhor, a grande jornalista Joyce Mc Lean, que afirma :

" QUANDO A ÚLTIMA ÁRVORE FOR CORTADA E O ÚLTIMO RIO FOR ENVENENADO, VOCÊ VAI SABER QUE O DINHEIRO NÃO TEM NENHUM VALOR"

Gilbués está aí para confirmar. O município está pobre, melancólico e
arrependido. Arrependimento tardio. O mel já foi derramado. Uruçuí está a caminho do mesmo destino. Quem viver verá.

Professor Dalton Macambira: não lhe quero mal. Não sou contra ninguém, nem contra nada. Sou unicamente a favor de meu amado rincão, por obrigação constitucional, previsto no artigo abaixo citado:

ARTIGO 225 da CONSTITUIÇÂO FEDERAL
" Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao PODER PÚBLICO e à COLETIVIDADE, o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações"

Eu, o senhor, e todos, temos que obedecer aos ditames da nossa Carta Maior. É nosso dever e nossa OBRIGAÇÃO.

* Engenheiro civil, foi membro e Diretor Geral do DER do Piauí, onde esteve em quase todos os municípios, construindo estradas, pontes, fiscalizando, estudando e conhecendo o meio ambiente piauiense. Foi Superintendente da Estrada de Ferro Central do Piauí e da Rede Ferroviária Federal. Foi Diretor Regional do Departamento de Portos, onde construiu a infra-estrutura para a navegação do Rio Parnaíba e, também, onde administrou durante quase dez anos, a construção do Porto do Itaqui, o maior terminal de minérios e graneis das Américas.

15

de

maio

COMISSÃO DA CÂMARA VAI INVESTIGAR ENERGIA VERDE

COMISSÃO DE PARLAMENTARES DO CONGRESSO NACIONAL

VEM AO PIAUÍ CONHECER IN LOCO EMPREENDIMENTO

 

Matéria do site PORTAL AZ:

http://www.portalaz.com.br/az/colunas/naturezaviva/noticias.asp?Secao=Natureza+Viva&Not_ID=2766

Deputados federais vão à Serra Vermelha investigar Energia Verde

Foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, requerimento do deputado Sarney Filho, solicitando a formação de uma comissão de parlamentares para vir a Serra Vermelha verificar in loco o desmatamento promovido pela empresa JB Carbon com a liberação do Ibama e da Secretaria do Meio Ambiente, para a produção de carvão.

Na justificativa o deputado Sarney Filho diz que o projeto, " ironicamente denominado "Energia Verde", prevê a derrubada de grande área de mata nativa no Sul do Estado do Piauí para produção de carvão voltado a abastecer indústrias siderúrgicas".

O deputado diz ainda que existem uma série de denúncias do projeto, entra elas a do biólogo Francisco Soares, presidente da Fundação Rio Parnaíba, que diz ser o empreendimento um desmatamento camuflado de plano de manejo e que se constitui o maior desmatamento do Nordeste e um dos maiores do País.

Sarney Filho cita ainda o Ministério Público Federal que, segundo ele, também está preocupado com as deficiências do projeto e que já ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal solicitando sua imediata suspensão. "Além disso, existem suspeitas sobre a regularidade fundiária de parte das terras onde se implantará o projeto.", diz o texto.

Ainda no requerimento o deputado ambientalista fala que a área prevista de desmate na Serra Vermelha, cerca de 78 mil hectares, é maior do que muitos parques nacionais e apresenta rica diversidade biológica, com elementos representativos dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. "Ambientalistas apontam séria preocupação com os efeitos negativos do projeto Energia Verde nos ecossistemas locais".

Outra preocupação do parlamentar é em relação as bacias dos rios Rangel e do Gurguéia e que podem vir a secar riachos e lagoas, e até alterar o clima da região, com a elevação da própria temperatura local. "O mais grave é que a implementação do projeto poderá inviabilizar a implantação do futuro Parque Nacional da Serra Vermelha".

Ele cita ainda a recomendação do Conama que na sua 46.ª reunião realizada em Brasília, nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2006, apresentou uma moção para a Criação do Parque Nacional da Serra Vermelha com uma área aproximada de 273 mil hectares no Sul do Estado do Piauí, entre os municípios de Redenção do Gurguéia, Curimatá, Bom Jesus e Morro Cabeça no Tempo, a qual foi aprovada por unanimidade pelo Conselho no dia 12 de abril de 2006.

Para finalizar, Sarneu Filho escreveu: "Diante do exposto, entende-se que se faz imperiosa a presença oficial de representantes da Câmara dos Deputados na área de implantação do referido projeto, para verificar a procedência das denúncias e
analisar as medidas a cargo desta Casa que poderão ser tomadas, no uso de nossas prerrogativas de fiscalização e controle" .

7

de

maio

JB CARBON CONTINUA QUEIMANDO A SERRA VERMELHA

 

EMPRESA SOLICITOU AO IBAMA DO PIAUÍ NOVA

AUTORIZAÇÃO PARA CONTINUAR VENDENDO CARVÃO

SUPERINTENDENTE DO ÓRGÃO ESTÁ DESCONFIADO QUE

DESMATAMENTO CONTINUA E ENVIA FISCAIS PARA REGIÃO

 

MATÉRIA DO PORTAL AZ:

www.portalaz.com.br/az/colunas/naturezaviva/noticias.asp?Secao=Natureza+Viva&Not_ID=2759

 

 

JB insiste em continuar destruindo a Serra Vermelha
07/05/2007 - Tânia Martins

A empresa JB Carbon, idealizadora do projeto Energia Verde, impedida de desmatar na Serra Vermelha desde Janeiro último, está solicitando ao Ibama mais um prazo para continuar transportando carvão para as siderúrgicas nacionais. Há cerca de quinze dias o Ibama caçou o documento que liberava o transporte do produto.

A licença não foi renovada porque, mesmo estando o projeto embargado, a JB continuava produzindo carvão na Serra Vermelha, sob a alegação de que a madeira queimada pertencia ao estoque mantido pela empresa.

De acordo com o superintende do Ibama, Romildo Mafra, uma equipe de fiscais do órgão foi designada para ir ao projeto verificar a quantidade de madeira que a empresa ainda disponibiliza.

"Eu particularmente acho que está havendo algo errado nesta história. Desde janeiro que ela diz que está fazendo carvão apenas do estoque e esse estoque não acaba nunca", comentou Romildo acrescentando que os fiscais foram ao local tirar essa história a limpo.

Assim como o superintendente, os ambientalistas também acreditam que a JB continua destruindo a floresta para fazer carvão. "É preciso que haja uma fiscalização mais acirrada neste projeto. Se a atividade está suspensa, porque eles ainda estão produzindo carvão"? pergunta Francisco Soares, da Furpa.

5

de

maio

GOVERNADOR DO PIAUÍ APÓIA JB CARBON

 

APÓS RECEBER RECURSOS DA EMPRESA PARA SUA CAMPANHA

À REELEIÇÃO, GOVERNADOR DO PT DEFENDE PROJETO

WELLINGTON DIAS CONFIRMA QUE DESMATAMENTO DE 78 MIL HECTARES

DE FLORESTAS NATIVAS FOI AUTORIZADO PELO IBAMA E SEMAR

 

Wellington Dias - "Sobre a Serra Vermelha, vi pela imprensa e busquei explicações no Ibama e com a Secretaria do Meio Ambiente. Quando estive inaugurando a base em Gilbués, com a ministra Marina Silva, pude ver uma apresentação desse trabalho. A explicação que me deram é a mesma que tive.

O Ibama licenciou uma área que era para plantação de soja. Quando se planta soja, o procedimento tem sido o de passar um trator com corrente, retirando as árvores. Um trabalhador tradicional costuma fazer a queima, terminando por prejudicar o solo.

Lá, o produtor tinha como projeto produzir soja, arrancando a vegetação nativa, mas percebeu que havia árvores com forte capacidade de regeneração. Cortava um galho e, rapidamente, a planta se restaurava. Com base nisso, elaborou um projeto, no qual, em vez de arrancar a árvore, faz um corte para que a planta possa se regenerar novamente. A meta dele é produzir carvão vegetal, para indústrias.

O manejo inclui o corte de áreas sucessivas, com período de recuperação para as que foram manipuladas antes. Pedi essas explicações ao Ibama. O Ibama autorizou a ação. Há um processo amplo de geração de emprego e renda na região. De qualquer modo, caberá à empresa ou ao Ibama apresentar a solução à sociedade.

O que quero é desenvolvimento. Sou favorável ao programa de florestamento e reflorestamento, porque se não tivermos algo planejado, teremos um desmatamento sem retorno, que seria prejudicial. Com a Codevasf, elaboramos o programa de florestamento e reflorestamento e queremos apostar em uma forma de desafogar as florestas nativas, garantindo um tratamento mais profissional. Isso conta com apoio do nosso Governo e do presidente Lula".

Entrevista concedida a Jucivaldo Batista (Rádio Cidade FM, Bom Jesus do Gurguéia)

5

de

maio

JUSTIÇA FECHA CERCO CONTRA PROJETO ENERGIA VERDE

 

CURADORIA DO MEIO AMBIENTE DO PIAUÍ

TAMBÉM INVESTIGA JB CARBON S/A

 

PROCESSO NA JUSTIÇA FEDERAL GANHOU REFORÇO

DO ÓRGÃO ESTADUAL

A Curadora do Meio Ambiente do Piauí, Denise Aguiar, ingressou com pedido à Justiça Federal de lítice consociável na ação que a Procuradoria da República move contra a JB Carbon e o Ibama em relação ao desmatamento que a empresa vinha promovendo na Serra Vermelha.

Segunda a promotora, as razões que a levaram a ingressar com o pedido foram as mesmas encontradas pelos procuradores Tranvavan Feitosa e Carlos Wagner, no Projeto Energia Verde que previa o desmatamento de 78 mil hectares de florestas nativa para produção de carvão vegetal.

"Não dar para entender como um projeto que promove um desmatamento desta proporção foi liberado", comentou a promotora. Segundo ela, após uma análise minuciosa do projeto ficou claro que o estudo realizado pela empresa foi simplificado. "O impacto que causam as atividades da carvoaria e da cerâmica, são enormes e não existe o estudo para se saber quais serão os prejuízos ao meio ambiente", disse Denise Aguiar que anexou mais 21 laudas à ação civil pública que já se encontra na 5° Vara da Justiça Federal.

4

de

maio

FOLHA DO MEIO AMBIENTE DESTACA PRÊMIO MOTOSSERRA

 

JORNAL DE CIRCULAÇÃO NACIONAL

DENUNCIA PROJETO ENERGIA VERDE

 

PUBLICAÇÃO É REFERÊNCIA ENTRE ÓRGÃOS DO GOVERNO,

ONG´S, CIENTISTAS E AMBIENTALISTAS DO BRASIL INTEIRO

A nova edição do jornal Folha do Meio Ambiente, de Brasília, com circulação nacional, volta a destacar o caso da Serra Vermelha, ameaçada pela empresa JB Carbon S/A, do Rio de Janeiro, que planeja transformar 78 mil hectares de matas nativas do Piauí em carvão.

Matéria disponível no site:

www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2007/04/serra176.html

Serra Vermelha - Piauí
Troféu Motosserra para desmatadores
300 ONGs saem em defesa do Parque Serra Vermelha num grande manifesto em Teresina

Tânia Martins, de Teresina/PI

O movimento ambientalista de todo o País pressionou e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) decidiu, finalmente, entrar na briga para salvar a Serra Vermelha, uma imensa floresta de Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Esse santuário vinha sendo desmatado para produção de carvão vegetal no Sul do Piauí. O responsável pelo projeto, tragicamente denominado Energia Verde, é a empresa JB Carbon, que tinha autorização do Ibama e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado do Piauí e aval do próprio MMA para desmatar 114 mil hectares. Depois da pressão da sociedade e da denúncia da Folha do Meio Ambiente, o Ibama suspendeu o projeto e o MMA decidiu propor a criação de um parque na área.

A boa nova da criação do parque foi dada pelo Diretor de Áreas Protegidas do Mi-nistério, Mauricio Mercadante, que se pronunciou durante o painel sobre a Mata Atlântica no Nordeste, promovido pela Rede de ONGs da Mata Atlântica, em Teresina, dias 12 e 13 passado. A Rede, que congrega mais de 300 ONGs de todo o País, não tem medido esforços para proteger a Mata Atlântica, comprovadamente detectada na serra Vermelha. Ainda no Piauí, a Rede realizou uma manifestação pública com a entrega do documento ao procurador da República Tranvavan Feitosa e ao governador Wellington Dias. Os inimigos da serra Vermelha foram "homenageados" com o troféu Motoserra 2007.

Troféu Motoserra 2007 foi para funcionários do Ibama e secretário do Meio Ambiente do Piauí

O troféu é concedido anualmente a uma ou mais autoridades que praticam ações danosas ao meio ambiente. A escolha é feita pelo conselho da entidade. Este ano, os contemplados foram os responsáveis pela liberação do desmatamento na Serra Vermelha. Foram considerados insensíveis gananciosos e egoístas.

Ganharam o troféu Motossera 2007, o superintende do Ibama no Piauí, Romildo Mafra, o diretor técnico do Ibama no Piauí, responsável pelo projeto Energia Verde, o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Dalton Macambira e o diretor de Florestas do Ibama, Tasso Azevedo. Juntos eles liberaram o primeiro lote de terra para a JB Carbon desmatar 78 mil hectares, sem qualquer estudo da área.

Ambientalistas provaram que o projeto Energia Verde está recheado de falhas. Tantas que levaram ao procurador Tranvavan Feitosa, da Procuradoria da República, ingressar com Ação Civil Pública contra o Ibama e a JB Carbon, questionando principalmente, a falta do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório-EIA/RIMA como também a comprovação da origem da terra. Tudo indica que são terras griladas.

Segundo os próprios ambientalistas, o caso da Serra Vermelha veio à tona a partir da denúncia publicada na Folha do Meio Ambiente, na edição de dezembro passado. As imagens da destruição da floresta chocaram a sociedade brasileira e as ONGs que atuam no Nordeste. Foi então que os ambientalistas de todo o País começaram uma mobilização para salvar Serra Vermelha.

Localizada entre os municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá, a Serra Vermelha é um ecossistema especial. No seu interior, os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se encontram e celebram a harmonia interligando-se gerando e alimentando vidas selvagens. Tudo, em meio a uma paisagem de tirar o fôlego, de levar brilho aos olhos e encantar a alma.

As riquezas biológicas da Serra Vermelha ainda são desconhecidas da ciência. Em uma rápida passagem na sede do projeto foi possível observar árvores centenárias, algumas, como a aroeira, pau d’arco, angico e tantas outras, que eram derrubadas por motosserras conduzidas por mais de 200 homens trazidos do sertão do Piauí, Minas, Maranhão e Bahia.

Para transformar a mata em carvão foram erguidos 300 fornos gigantescos. A meta da empresa era construir três mil fornos. Em relação à fauna a empresa JB Carbon afirma que não haverá prejuízos, pois ela sairá da região por uns tempos para depois retornar. Em um dia circulando pela área trabalhada observamos dezenas de bichos mortos. O professor do Museu de Zoologia da USP, Hussam Zaher, que já pesquisou próximo à Serra, assegura que o fato da área apresentar características singulares promete descobertas significativas. No segundo semestre deste ano, uma equipe do museu, incluindo especialistas em anfíbios, mamíferos e aves vai desembarcar na floresta para iniciar as primeiras pesquisas cientificas na região.

Serra Vermelha

A grande reivindicação do movimento ambientalista é a criação de uma nova unidade de conservação no Piauí: o Parque Nacional da Serra Vermelha. A área, de 273 mil hectares, está localizada nos limites dos municípios de Bom Jesus, Curimatá, Redenção do Gurguéia e Morro Cabeça no Tempo. Segundo o presidente da ONG Fundação Rio Parnaíba, Francisco Soares, as ameaças constantes ao bioma tem um motivo: o pedido do Conama que solicitou ao MMA a formação de uma força tarefa para visitar a área piauiense para criação do parque.

Além do desmatamento, o tráfico de madeira e de animais silvestres é uma prática que ocorre há décadas naquela região. Atualmente, a área vem sendo reivindicada por uma multinacional, a JB Carbon, que pretende instalar o projeto "Energia Verde", que consiste na substituição da floresta pelo eucalipto para o fornecimento de lenha para a indústria de ferro-gusa.

 
Para o presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Curimatá, Elias Ribeiro da Silva "esse projeto já começou a fazer muitos estragos. Os brejos e as lagoas dos baixões, que são alimentados com água que vem da Serra Vermelha, já começaram a secar".

O presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos do Piauí, Avelar Amorim, vai mais longe e sua maior preocupação é que o projeto se encontra numa área de recarga, ou seja, recebe água da chuva e alimenta o lençol freático. Avelar conclui com ênfase: "Foi extremamente precipitada a liberação das licenças de instalação e desmatamento dados pela Secretaria de Meio Ambiente do Piauí e pelo Ibama".

 

3

de

maio

PIAUÍ É O NOVO ALVO DAS EMPRESAS SIDERURGICAS

 

GOVERNADOR WELLINGTON DIAS RECEBEU 150 MIL REAIS

SOMENTE DA COMPANHIA SIDERURGICA NACIONAL

 

PETISTA ESTÁ LOTEANDO O ESTADO

DINHEIRO FOI USADO NA CAMPANHA PELA REELEIÇÃO

DO GOVERNADOR DO PIAUÍ

 

O território do Piauí, terra onde muitos empresários acreditam não existir leis, aberto a qualquer pessoa ou grupo empresarial que queira destruir sua natureza ganhando incentivos fiscais, além do apoio do secretário estadual do Meio Ambiente, Dalton Macambira, e de alguns técnicos corruptos do Ibama, agora é o novo alvo das empresas de siderurgia do país.

Somente da  Companhia Siderurgica Nacional, Welligton Dias recebeu a bagatela de R$ 150 mil para sua campanha à reeleição. Essa foi uma das maiores contribuições a campanha do petista. Só foi menor do que a "doação" da CAEMI - Mineração e Metalurgia, que deu R$ 200 mil e da Construtora Getel, que também "doou" R$ 200 mil e é a responsável pelas maiores obras no Estado, inclusive o Aeroporto de SRN que teve os recursos desviados.

Outros doadores, para não ficar feio, foram o próprio secretário Dalton Macambira, que doou R$ 500,00 e a empresa carioca JB Carbon S/A que fez duas singelas contribuições, cada uma delas no valor de R$ 500,00.

Alguém pode responder qual o interesse da Companhia Siderugica Nacional no Estado do Piauí, que não tem nenhuma empresa desse grupo?

RESPOSTA:

 

AUTORIZAR O DESMATAMENTO DE 78 MIL HECTARES DE FLORESTAS PELA EMPRESA JB CARBON.

TODO CARVÃO PRODUZIDO COM AS MATAS DO PIAUÍ VAI ABASTECER OS FORNOS DAS EMPRESAS QUE PRODUZEM O FERRO-GUSA

Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://serravermelha.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.