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15

de

maio

COMISSÃO DA CÂMARA VAI INVESTIGAR ENERGIA VERDE

COMISSÃO DE PARLAMENTARES DO CONGRESSO NACIONAL

VEM AO PIAUÍ CONHECER IN LOCO EMPREENDIMENTO

 

Matéria do site PORTAL AZ:

http://www.portalaz.com.br/az/colunas/naturezaviva/noticias.asp?Secao=Natureza+Viva&Not_ID=2766

Deputados federais vão à Serra Vermelha investigar Energia Verde

Foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, requerimento do deputado Sarney Filho, solicitando a formação de uma comissão de parlamentares para vir a Serra Vermelha verificar in loco o desmatamento promovido pela empresa JB Carbon com a liberação do Ibama e da Secretaria do Meio Ambiente, para a produção de carvão.

Na justificativa o deputado Sarney Filho diz que o projeto, " ironicamente denominado "Energia Verde", prevê a derrubada de grande área de mata nativa no Sul do Estado do Piauí para produção de carvão voltado a abastecer indústrias siderúrgicas".

O deputado diz ainda que existem uma série de denúncias do projeto, entra elas a do biólogo Francisco Soares, presidente da Fundação Rio Parnaíba, que diz ser o empreendimento um desmatamento camuflado de plano de manejo e que se constitui o maior desmatamento do Nordeste e um dos maiores do País.

Sarney Filho cita ainda o Ministério Público Federal que, segundo ele, também está preocupado com as deficiências do projeto e que já ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal solicitando sua imediata suspensão. "Além disso, existem suspeitas sobre a regularidade fundiária de parte das terras onde se implantará o projeto.", diz o texto.

Ainda no requerimento o deputado ambientalista fala que a área prevista de desmate na Serra Vermelha, cerca de 78 mil hectares, é maior do que muitos parques nacionais e apresenta rica diversidade biológica, com elementos representativos dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. "Ambientalistas apontam séria preocupação com os efeitos negativos do projeto Energia Verde nos ecossistemas locais".

Outra preocupação do parlamentar é em relação as bacias dos rios Rangel e do Gurguéia e que podem vir a secar riachos e lagoas, e até alterar o clima da região, com a elevação da própria temperatura local. "O mais grave é que a implementação do projeto poderá inviabilizar a implantação do futuro Parque Nacional da Serra Vermelha".

Ele cita ainda a recomendação do Conama que na sua 46.ª reunião realizada em Brasília, nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2006, apresentou uma moção para a Criação do Parque Nacional da Serra Vermelha com uma área aproximada de 273 mil hectares no Sul do Estado do Piauí, entre os municípios de Redenção do Gurguéia, Curimatá, Bom Jesus e Morro Cabeça no Tempo, a qual foi aprovada por unanimidade pelo Conselho no dia 12 de abril de 2006.

Para finalizar, Sarneu Filho escreveu: "Diante do exposto, entende-se que se faz imperiosa a presença oficial de representantes da Câmara dos Deputados na área de implantação do referido projeto, para verificar a procedência das denúncias e
analisar as medidas a cargo desta Casa que poderão ser tomadas, no uso de nossas prerrogativas de fiscalização e controle" .

Arquivado em: Meio ambiente I

3 Comentários »

  1. Comentário por Luís Alfredo Nunes — domingo, 20 de maio de 2007 (22:39:02)

    Sou professor da UFPI e fui conhecer o projeto Energia Verde na Serra Vermelha no sul do Piauí. Como defensor do ambiente e estudioso de áreas degradadas não concordo com alguns cartazes que estão sendo espalhados notíciando que 78 mil ha vão virar carvão. O projeto visa coletar a madeira cortando no tronco para fazer carvão. As folhas e os pequenos galhos serão incorporados ao solo. A área então ficará em repouso por 13 anos para que a floresta se regenere por meio de brotações de seus troncos, e depois deste período poderá haver nova produção de carvão seguido de novos periodos de repouso e assim por diante. Inclusive já existe uma área controle que se encontra em repouso há dois anos e uma prequena floresta já se encontra regenerada. Isso é que é um manejo sustentável e essa é a opinião dos professores que foram visitar o projeto. Portanto, a notícia veiculada que tudo vai virar carvão não é verdadeira, e para quem não conhece o projeto dá a impressão que a floresta nunca mais vai existir. Não estou querendo ser diferente de todos. Apenas estou avaliando o que eu vi e o que entendo de preservação ambiental. Na realidade o cerrado piauiense, lá mesmo perto da Serra Vermelha está sendo todo ocupado com soja e o manejo praticado pelos agricultores estão degradando totalmente o solo e duvidamos que daqui a 13 anos estes solos estejam produzindo satisfatoriamente. Seria importante que o goverbador, ministro, deputados, ambientalista e todos interessados fossem conhecer o projeto in loco, porque o Projeto Energia verde é sustentável.

    Atenciosamente

    Luís Alfredo

  2. Comentário por Lucila P. de Moura — quinta-feira, 18 de outubro de 2007 (21:21:24)

    Lamentável, sr Luis Alfredo Nnes! E o senhor é professor, hein? Esse negócio de sustentável, pode ser sustentavel em outras paragens, mas não num bioma como o da Serra Vermelha. Faça-me o favor, professor. Reveja suas análises.

  3. Comentário por Lucila P. de Moura — quinta-feira, 18 de outubro de 2007 (21:26:27)

    De mais a mais, professor, o único repouso que a floresta precisa é que a deixem em paz, no repouso que ela já tem, naturalmente. De que serve esse repouso de 13 anos? Absurdo, não?

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