SOS Serra Vermelha

Ajude a preservar a última floresta do semi-árido nordestino. Peça a criação do Parque Nacional Serra Vermelha. Mande um e-mail para o presidente LULA: www.presidencia.gov.br/presidente/falecom

3

de

maio

SECRETÁRIO ESTADUAL DEFENDE EMPRESA JB CARBON

 

DALTON MACAMBIRA É CONTRA A CRIAÇÃO

DE NOVAS RESERVAS FEDERAIS OU ESTADUAIS NO PIAUÍ

 

SECRETÁRIO  DE MEIO AMBIENTE DO PIAUÍ  É O ÚNICO DO BRASIL

CONTRARIO A CRIAÇÃO DE ÁREAS PRESERVADAS

 

SOMENTE FORTES INTERESSES ECONÔMICOS PODEM EXPLICAR

POSIÇÃO DA SEMAR - PIAUÍ

 

MATÉRIA PUBLICADA NO BLOG DO BIRA

http://blogdobira.acessepiaui.com.br/2007/03/27/nao-precisa-mais-nada/

Não precisa mais nada…

O direito de resposta do secretário Dalton Macambira, titular pelo Meio Ambiente, à coluna do jornalista Éfrem Ribeiro do Jornal Meio Norte, foi mais do que uma defesa pública dos argumentos da empresa carioca JB Carbon S/A, mas foi sim um atestado de ineficiência do Estado ou, melhor dizendo, dos órgãos governamentais de defesa do meio ambiente que não funcionam. Tudo envolvendo o caso no manejo florestal da região da Serra Vermelha.

Ao afirmar que não existe a necessidade de criar parques ambientais, pois o Estado não é eficiente em preservá-los, o secretário assina um atestado de incompetência e inoperância. Se não existe a estrutura necessária que se trabalhe para que ela exista.

Para ir um pouco mais além, a politica de meio ambiente do Governo do Estado está totalmente equivocada, basta ver os constantes problemas judiciais que o Governo enfrenta por causa de tomadas de posições da Secretaria do Meio Ambiente. Isso prejudica a atração de investimentos para o Estado, porque se a Secretaria do Meio Ambiente é questionada nas suas ações, pelo Ministério Público Federal, por desrespeitar a lei ambiental, existe algo de errado. Que segurança os investidores vão ter no Piauí se o órgão estadual do meio ambiente é questionado pelas suas ações?

2

de

maio

POPULAÇÃO SE MOBILIZA EM DEFESA DA SERRA VERMELHA

População do Piauí quer Parque
23/04/2007 . Miriam Prochnow

Mais de 250 pessoas reunidas na cidade de São Raimundo Nonato (PI), no dia 20 de abril de 2007, elaboraram e assinaram o manifesto abaixo. Uma das reivindicações é a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha e o cancelamento do projeto energia verde.

CARTA DE SÃO RAIMUNDO NONATO - MANIFESTO POPULAR

VÁRIOS SETORES DA SOCIEDADE SANRAIMUNDENSE PRESENTES NO AUDITÓRIO DO MUSEU DO HOMEM AMERICANO EM ATO PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E TRANSPARÊNCIA POLÍTICA

Estando presentes representantes de diversos setores da sociedade piauiense, além de representantes das mais variadas localidades do país, elaborou-se o presente documento a partir do descaso com que determinadas ações no estado do Piauí estão sendo tratadas.

I - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

O presente documento versa sobre recentes temas discutidos na mídia e em debates que ocorrem no Estado do Piauí, em Brasília e por todo país.

O Movimento em Prol do Meio Ambiente e Transparência Política no Piauí, reforça a NECESSIDADE DA AMPLA MOBILIZAÇÃO NACIONAL COMO ÚNICA FORMA DE LEVAR AO CONHECIMENTO DAS AUTORIDADES COMPETENTES, AÇÕES QUE ACONTECEM NESTE ESTADO E QUE PASSAM DESAPERCEBIDAS PELA SOCIEDADE BRASILEIRA . Esta mobilização tem a finalidade de difundir iniciativas que impeçam situações nebulosas no setor público e político bem como colocar um freio em ações, apoiadas pelos governos estadual e federal que colocam em risco o meio ambiente, portanto, encaminhamos as seguintes reivindicações:

1) Que seja finalmente construído o AEROPORTO INTERNACIONAL DE SÃO RAIMUNDO NONATO, uma vez que já foram liberados recursos para esta ação, os mesmos foram desviados e não foram devidamente aplicados. As obras estão paralisadas há mais de 2 anos o que leva a população a acreditar que nunca serão concluídas. Que a nova licitação para o reinício das obras, anunciada pelo Governo do Piauí, que já dispõe de R$ 10 milhões devidamente liberados pelo Ministério do Turismo, seja transparente e aberta a empresas do Brasil inteiro;

2) Que o Governo Federal assuma de uma vez por todas sua responsabilidade perante a pesquisa, preservação e conservação do imenso Patrimônio Natural e Cultural da região do Parque Nacional Serra da Capivara e do Parque Nacional da Serra das Confusões, apoiando as ações desenvolvidas pela Fundação Museu do Homem Americano e incentivando o campus da Universidade Federal do Vale do Rio São Francisco, na cidade de São Raimundo Nonato;

3) Que seja instalada uma ampla auditoria pelo Tribunal de Contas da União, no sentido de investigar a real destinação de recursos federais para o Governo do Estado do Piauí e prefeituras da microrregião de São Raimundo Nonato, tendo em vista que várias ações, através de verbas advindas do governo federal, não cumprem os prazos, outras não são concluídas e outras, ainda, quando finalizadas o produto não corresponde ao valor divulgado;

4) Que o Projeto Energia Verde, localizado entre os municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia, seja definitivamente cancelado , pois o mesmo foi incentivado criminosamente pelo Ministério do Meio Ambiente e aprovado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), autorizando a empresa JB Carbon S.A., do Rio de Janeiro, a derrubar 78 mil hectares da última floresta do semi-árido brasileiro para produção de carvão. O objetivo do empreendimento é abastecer as indústrias siderúrgicas do país e do exterior, para alimentar os fornos que produzem ferro-gusa. A meta é ultrapassar quatro milhões de toneladas de carvão nos 13 primeiros anos do projeto;

5) Que seja criado o Parque Nacional da Serra Vermelha, uma vez que a questão do corte de mata nas chapadas da região é um ato ecologicamente inaceitável. O Brasil inteiro, através da mídia, ficou ciente da beleza natural que está sendo destruída com uma intenção medíocre. Todos preocupados com o aquecimento global, para citar só este dentre inúmeras outras questões, e no sul do Piauí empreendimentos querendo transformar uma vegetação tão rara em carvão. Pesquisadores do Museu de Zoologia da USP afirmam que a Serra Vermelha abriga uma das maiores biodiversidades do interior nordestino, com fauna e flora ainda não devidamente pesquisadas.

PROTEGER O MEIO AMBIENTE E TER UM ESTADO DEMOCRÁTICO E TRANSPARENTE É UM DIREITO DE TODOS E UM DEVER DO ESTADO!

Assim, entendemos que todos devem ter acesso às informações sobre os recursos públicos injetados na região, tanto ao nível de aplicação, execução bem como da prestação de contas, bem como defender o meio ambiente de projetos que coloquem em risco a sobrevivência de espécies da flora e fauna e das gerações futuras.

São Raimundo Nonato, 20 de abril de 2007
Movimento em Prol do Meio Ambiente e Transparência Política no Piauí

A carta foi enviada para as seguintes autoridades:

GOVERNO DO ESTADO DO PIAUI

CASA CIVIL DA PRESIDENCIA DA REPÚBLICA

PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

PRESIDENTE DO IBAMA

2

de

maio

EMPRESÁRIO JÁ TINHA SIDO MULTADO PELO IBAMA

 

JOÃO BATISTA FERNANDES FOI AUTUADO POR

DESMATAMENTO ILEGAL

MULTA FOI APLICADA PELA SUPERINTENDÊNCIA

DO IBAMA NO PIAUÍ

 

O administrador de empresas João Batista Fernandes, proprietário das empresas JB Carbon S/A e JBW Partners Comércio, Importação e Exportação, já foi multado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), por praticar desmatamento sem autorização do órgão ambiental numa fazenda de produção de soja localizada no município de Currais.

Na época da autuação, João Batista Fernandes era presidente da Associação dos Produtores Rurais de Currais e o superitendente do Ibama no Estado, era o professor da Universidade Federal do Piauí, Deocleciano Guedes.

Com os recursos oriundos da multa aplicada pelo órgão federal contra o sr. João Batista Fernandes, o Ibama comprou o imóvel que hoje abriga a sede do Instituto na cidade de Bom Jesus

FONTE: JORNAL MEIO NORTE - TERESINA (PI)

COLUNA EFRÉM RIBEIRO

EDIÇÃO 29 DE ABRIL 2007

2

de

maio

COMPROVADO: 40 MIL HECTARES FORAM GRILADOS

 

INTERPI TEM CERTEZA DE QUE PELO MENOS

40 MIL HECTARES DO PROJETO ENERGIA VERDE FORAM GRILADOS

PROCESSO PODE INVIABILIZAR EMPREENDIMENTO

E ATÉ LEVAR RESPONSÁVEIS PARA PRISÃO

 

Terras Griladas
23/04/2007

Pelo menos cerca de 40 mil hectares do condomínio Chapada do Gurguéia, responsável pelo projeto Energia Verde, podem ser, com muita probabilidade, terras públicas. A documentação apresentada pela empresa JB Carbon S/A junto à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais – Semar, foi definida pelo Interpi (Instituto de Terras do Piauí), como integrantes de um típico caso de grilagem encoberto sob a forma de um condomínio.

Os documentos datados de 1929 e que segundo o empreendimento tem origem em título sesmarial, não demonstram sequer, o nome da Sesmaria. Segundo os técnicos do Interpi a concessão teria ocorrido num Brasil Reinado, o que ultrapassa o período legal desta prática - na época o Brasil já era uma República. As Cartas de Sesmarias foram concedidas no Estado do Pará.

Para o Interpi, nesse período, o território do Piauí estava sob a competência do Governo-Geral de Pernambuco, o que caracterizaria outra irregularidade na documentação. Em 2005, ao tomar conhecimento do relatório emitido pelo Interpi, o Ministério Público do Estado do Piauí recomendou a Semar à anulação de qualquer autorização ou licença ambiental favorável a JB Carbon S/A.

Inconformados com a decisão, a empresa resolveu anexar ao processo outros documentos obtidos junto ao arquivo público estadual. Questionado sobre os novos dados apresentados, o Interpi se posicionou através de um despacho assinado pelo diretor geral do órgão, Francisco Guedes Alcoforado Filho, onde encaminhava o mesmo Parecer Jurídico contrário ao empreendimento.

O estranho é que mesmo diante de tantas evidências de irregularidades, o chefe da Assessoria Judiciária da Procuradoria Geral de Justiça, Erivan José da Silva Lopes, decidiu emitiu parecer favorável a concessão da licença ambiental a JB Carbon S/A, até que o Interpi se manifeste especificamente sobre os novos documentos anexados ao processo.

Foi com essa decisão do Ministério Público do Estado do Piauí que a empresa JB Carbon S/A conseguiu a autorização oficial para implantação do projeto Energia Verde numa área de 114 mil hectares entre os municípios de Curimatá, Morro Cabeça no Tempo e Redenção do Gurguéia. O objetivo do negócio é transformar 78 mil hectares de florestas em carvão vegetal.


IMÓVEIS SOB SUSPEITAS

O condomínio Chapada do Gurguéia, localizado na Serra Vermelha, no Sul do Piauí, é formado por 38 fazendas divididas entre 19 proprietários. O menor imóvel tem área de 650 hectares e o maior 5 mil hectares. Na média, as propriedades têm cerca de 2.500 hectares. Segundo o Interpi, cerca de 74 mil hectares têm como primeiros proprietários Dílson Lustosa e Romoaldo Lustosa e Silva, e não foram objeto de processo de demarcação de terras particulares, não sendo advinda de demarcação em data alguma.

Os documentos que supostamente comprovariam a legitimidade das terras do condomínio foram expedidos pelos oficiais dos registros de imóveis das comarcas de Avelino Lopes e Redenção do Gurguéia, além de certidões translativas de documentos existentes no arquivo público estadual. A dúvida diz respeito à cadeia dominial dos imóveis.

Segundo Erivan Lopes, chefe da Assessoria Judiciária da Procuradoria Geral de Justiça, até que se prove o contrário, os documentos apresentados pela JB Carbon S/A gozam de presunção de veracidade e fé pública. Para ele, sem uma decisão judicial que declare a falsidade ou irregularidade das certidões imobiliárias, não se pode negar a validade e eficácia dos referidos documentos.

"Dando conta da existência dos imóveis e dos respectivos proprietários, a princípio, entende este órgão ministerial que não se deve tolher dos interessados o direito do exercício pleno da propriedade sobre os imóveis em questão, incluindo-se neste exercício dominial o direito de explorá-los economicamente, cumprindo sua função social", argumentou Lopes em seu despacho.

matérias disponíveis em:

http://www.rma.org.br/v3/action/news/detail.php?id=1401

http://www.apremavi.org.br/

 

 

 

2

de

maio

IBAMA CANCELA DOF DO ENERGIA VERDE

 

EMPRESA JB CARBON S/A NÃO PODE

MAIS VENDER OU TRANSPORTAR CARVÃO

 

DECISÃO DO IBAMA IMPEDE QUE O CARVÃO

PRODUZIDO NA SERRA VERMELHA SEJA COMERCIALIZADO

A empresa JB Carbon S/A, que desenvolve o projeto Energia Verde, na Serra Vermelha, não pode mais comercializar e transportar o carvão produzido pelo empreendimento. No inicio da semana o Ibama decidiu suspender a licença de transporte de material florestal (DOF) do projeto. A decisão pode ter sido motivada pela denuncia feita pela Rede de Ong’s da Mata Atlântica, ao Ministério Público Federal, no último dia 13 de abril.

Em entrevista concedida à jornalista Tânia Martins, da Folha do Meio Ambiente, de Brasília, o superintendente do Ibama no Piauí, Romildo Mafra, afirmou que a determinação para não renovar a licença foi devido as suspeitas de desobediência da lei. "Particularmente achava estranho o fato do estoque de lenha da empresa não ter acabado mesmo estando o projeto Energia Verde, paralisado desde janeiro passado," comentou.

Sem esse documento, a empresa carioca JB Carbon S/A não pode transportar nenhuma mercadoria de origem florestal (carvão, madeira ou lenha) pelas estradas brasileiras. Para o superintendente do Ibama, nesse momento não existe motivo para o órgão ambiental renovar a licença, tendo em vista que o projeto está temporariamente paralisado por uma decisão do Departamento de Florestas do Ibama.

Romildo Mafra explicou que, além disso, existe agora uma proposta em andamento no Ministério do Meio Ambiente, que pode vir a criar o Parque Nacional da Serra Vermelha, abrangendo a totalidade ou grande área do projeto. O condomínio Chapada do Gurguéia, responsável pelo negócio, tem área de 114 mil hectares. Pelo menos 78 mil deles iriam se transformar em carvão vegetal através de um Plano de Manejo Florestal Sustentável.

No mês passado vários trabalhadores rurais vizinhos ao projeto haviam denunciado que, mesmo sem autorização, o empreendimento continuava produzindo carvão. Na audiência pública realizada pela Assembléia Legislativa, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curimatá, denunciou publicamente que os fornos na Serra Vermelha continuavam acessos.

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