SOS Serra Vermelha

78 mil hectares de florestas de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado estão virando carvão no Sul do Piauí. Ajude a salvar esse patrimônio brasileiro! Diga não ao projeto ENERGIA VERDE pelo tel: 0800 618080 ou escreva para: linhaverde.sede@ibama.gov.br

SOS Serra Vermelha

78 mil hectares de florestas de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado estão virando carvão no Sul do Piauí. Ajude a salvar esse patrimônio brasileiro! Diga não ao projeto ENERGIA VERDE pelo tel: 0800 618080 ou escreva para: linhaverde.sede@ibama.gov.br
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Arquivo de: Junho 2007

17.06.07

REPÓRTER DA GLOBO FALA SOBRE SERRA VERMELHA

categorias: Meio ambiente

 

FRANCISCO JOSÉ ESTEVE NO PIAUÍ PARTICIPANDO DE
PALESTRAS SOBRE JORNALISMO AMBIENTAL


NA CAPITAL E NO INTERIOR ELE ENFATIZOU A IMPORTÂNCIA
DE SE PRESERVAR A NATUREZA DA SERRA VERMELHA

Fonte: RIACHÃONET - O portal de notícias da macro região de Picos

http://www.riachaonet.com.br/materia.php?id=5427

::MEIO AMBIENTE
Serra Vermelha: “Eu fui lá e denunciei”
14.06.2007 - 13:46:17


FRANCISCO JOSÉ FALA SOBRE SERRA VERMELHA E MAMONA


Da Redação: Dionísio Carvalho*

O jornalista da Rede Globo, Francisco José, em visita ao Piauí para ministrar uma palestra sobre “Reportagens especiais”, fala sobre o registro feito na Serra Vermelha fazendo críticas ao Governo e Projeto Energia Verde, e diz ainda que denunciou apenas a realidade.

O repórter em sua palestra falou que é importante se ter um ecojornalismo voltado para as questões ambientais no país, e destacou que deve se “pular todos os obstáculos” para se fazer uma boa reportagem, (o caso da Serra Vermelha).

“Eles não tinham o direito para desmatar, e nem o governo de incentivar oferecendo incentivos fiscais para fazer isso, pois estavam cometendo um crime. E eu fui lá e denunciei. Eu não sou contra A e nem contra B eu mostro a realidade.”, falou o jornalista.

O programa Globo Repórter exibiu durante oito minutos uma reportagem sobre a Serra Vermelha, no dia 26 de janeiro de 2007, e mobilizou ONGs e o país. O programa rende repercussão até hoje no Piauí, no Brasil e no exterior.

A justiça começou as investigações e as supostas irregularidades do negócio e de seus sócios. Serra Vermelha passou a ser um assunto de interesse nacional e internacional. Ambientalistas, cientistas, pesquisadores, políticos, jornalistas, estudantes, formadores de opinião e populares se manifestaram contra o projeto.

O jornalista em suas fala citou um dos momentos decisivos durante a reportagem onde foi feita uma pergunta para o fiscal do IBAMA, onde o funcionário do governo disse que o suposto manejo era “legal”.

“Perguntei: Se o pequeno agricultor não pode queimar um hectare, mas para fazer carvão você pode queimar 100 mil hectares? A fala dele foi que mostrou tudo, e as imagens eram muito evidentes.”

Francisco José comentou ainda sobre o biodiesel e considera importante a implantação de alternativas que sejam em prol do meio ambiente, mas fez ressalvas quanto ao cuidado com o plantio da mamona para que este não prejudique o meio ambiente.

“O Piauí é um estado privilegiado com a área da Serra das Confusões, Serra Vermelha, e a Serra da Capivara sendo lugares muito ricos, e seria um desperdício tirar toda aquela área para plantar mamona, ou qualquer tipo de cultura.”, disse.

*texto editado para publicação

EMPRESÁRIOS PRESSIONAM DEPUTADOS ESTADUAIS

categorias: Meio ambiente

 

JB CARBON S/A COBRA DOS PARLAMENTARES PARECER

FAVORÁVEL AO EMPREENDIMENTO ENERGIA VERDE

 

FONTE: SITE 180 GRAUS

COLUNA JOÃO CARVALHO:

http://www.180graus.com/bandalarga/default.asp?p=2

 

João Batista Fernandes está na AL pressionando deputados
13/06/2007 11:36:13


Acompanhado de um séquito e de equipes de TV está neste momento na Assembléia Legislativa o empresário João Batista Fernandes, dono da JB Carbon, responsável pelo desmatamento de boa parte da mata nativa da Serra Vermelha.

O empresário, audaciosamente, cobra dos deputados o relatório sobre o caso Serra Vermelha. O Piauí é muito bom. Um forasteiro, que tem como projeto acabar com a nossa mata nativa, banca campanhas eleitorais e agora se acha no direito de exigir dos nossos representantes no Legislativo um relatório que atenda às suas pretensões comerciais.

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FONTE: SITE ACESSE PIAUÍ

http://www.acessepiaui.com.br/politica2.php?id=73250

 

Serra Vermelha:

JB CARBON PRESSIONA DEPUTADOS

PARA CONCLUIR RELATÓRIO

 
13/06/2007 19h16




por Wesslley Sales

Em janeiro deste ano, a Serra Vermelha, localizada nos municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá, região dos chapadões do sul do Piauí, foi manchete em rede nacional por estar sofrendo processo de desmatamento acelerado. Rica em vegetação do tipo caatinga, cerrados e mata atlântica, segue em disputa por ambientalista que querem ver ali a criação de um parque ambiental e a empresa JB Carbon, que tenta implantar o projeto de produção de carvão chamado Energia Verde.

Hoje, o presidente da JB Carbon, João Batista e o diretor administrativo da empresa, Hugo Morilla, estiveram na Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados que compõem a Comissão de Meio Ambiente, a conclusão do relatório que já deveria estar pronto a alguns meses, elaborado pelas impressões dos parlamentares após viagem para a região, onde conheceram o projeto desenvolvido pela empresa e a área em questão.

“Pedimos que saia logo esse relatório, pois precisamos dele. 600 pessoas já foram demitidas e os prejuízos chegam a R$ 13 milhões. Só em indenizações trabalhistas são R$ 3 milhões. É uma brincadeira o que estão fazendo com a gente e tudo por causa do André Pessoa e do Francisco Soares, dois irresponsáveis que se dizem ambientalistas”, esbravejou Hugo Morilla.

Embora não admita ter sido pressionado, o deputado Roncalli Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente, disse que amanhã o relatório será finalizado, culpando a mudança de parlamentares pelo atraso.

“Houve troca dos membros da Comissão e eu não poderia assinar sozinho o relatório, mas, amanhã estaremos reunidos e resolveremos isso”, explicando ainda que do ponto de vista ambiental não encontrou problemas, mas, que o relatório não vai entrar no mérito judicial.

Na área em questão, cerca de 114 mil hectares, o projeto, segundo Morilla, foi aprovado pelo Ibama-PI, e para isso, citou o parecer técnico expedido, onde consta que “... a proposta é uma alternativa ao modelo na região e por isso, deve ser incentivado pelo Ibama e pelo Ministério do Meio Ambiente....”, afirmando ainda que existe diferenças entre a produção de grãos e a de carvão mineral.

“Se vai plantar grãos, queima tudo e arranca as árvores pela raiz e se não plantar soja ou arroz, ela acabou. A terra não serve para mais nada, a vegetação nunca mais volta, isso é a desertificação. O que estamos fazendo é diferente é o projeto de manejo florestal, você colhe a plantação e ela brota e cresce de novo. Temos o maior projeto privado de preservação de mata nativa. Estamos preservando a mata, só que estamos utilizando o potencial produtivo dela”, voltando a criticar os ambientalistas André Pessoa e Francisco Soares, biólogo e presidente da Fundação Rio Parnaíba.

“Porque eles não vão atrás dos 40 mil hectares desmatados este ano no Piauí para a produção de grãos? Tão fazendo carvão no Piauí inteiro e ninguém fala nada”, atacou. Morilla afirmou ainda que a demora em uma solução para o litígio tem causado grandes prejuízos à JB Carbon e à contratação de mão-de-obra.


“Tínhamos 750 funcionários e uma brigada contra incêndio. A previsão era de mais 1.200 funcionários até o próximo mês. Nosso planejamento, até julho, era produzir 23 mil toneladas por mês de carvão legalizado e aprovado pelo Ibama, que hoje, o mercado nacional não tem”, concluiu.

SENADOR PEDE EXPLICAÇÕES SOBRE SERRA VERMELHA

categorias: Meio ambiente

 

MÃO SANTA APRESENTOU REQUERIMENTO

SOLICITANDO ESCLARECIMENTOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

 

PARLAMENTAR PIAUIENSE QUER INVESTIGAÇÃO SOBRE

A APROVAÇÃO DO PROJETO ENERGIA VERDE

 

REQUERIMENTO Nº /2007
Solicita informações à Exma. Sra. Marina Silva,

Ministra do Meio Ambiente, sobre licenciamentos e autorizações expedidos em favor da empresa JB Carbon S/A. para o projeto "Energia Verde" de desmatamento para fabricação de carvão em áreas de cerrado e caatinga no sul do estado do Piauí.

Senhor Presidente,

Requeiro nos termos do Artigo 216 do Regimento Interno do Senado Federal, com base no Artigo 50 § 2º da Constituição Federal que sejam solicitados informações à Exma. Sra. Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente sobre as ações predatórias ao meio ambiente promovidas pela empresa JB Carbon S/A. no projeto denominado "ENERGIA VERDE" na localidade Serra Vermelha nos municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia abrangendo área de 114.000.00 (Cento e quatorze mil hectares de terras) na região do cerrado e caatinga no sul do Estado do Piauí.

JUSTIFICATIVA

Organizações Não Governamentais de defesa do meio ambiente, entidades de classes do estado do Piauí e do Brasil, citando aqui: Fundação Rio Parnaíba - FURPA, Fundação Velho Monge, Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM, Sindicato dos Jornalistas do Estado do Piauí e outros vem denunciando desde o ano de 2005 as ações de agressão ao meio ambiente no Projeto "Energia Verde" da empresa JB Carbon S/A no Estado do Piauí.


O referido projeto que acusa ter autorização do órgão competente Estadual e federal, fere de forma agressiva o meio ambiente ecologicamente equilibrando em uma das regiões que se apresenta como um dos biomas mais expressivos do Brasil, inclusive com Moção do CONAMA em sua 46ª reunião extraordinária, que propõe ao Ministério do meio Ambiente a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.


Contra a referida empresa, corre na justiça federal do Estado do Piauí ações impetradas pelo Ministério Publico Federal e Ministério Publico Estadual do Piauí que apontam irregularidades nos processos de autorizações.


Sala das Sessões, 05 de junho de 2007.

Senador FRANCISCO DE ASSIS DE MORAES SOUZA

SERRA VERMELHA É TEMA DE TRABALHO NA ALEMANHA

categorias: Meio ambiente

 

A BRASILEIRA CLAUDIA LEVY ESTUDA CASO DA SERRA VERMELHA

E SUA LIGAÇÃO COM O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO

PESQUISA FAZ PARTE DO CURSO DE DOUTORADO

DA UNIVERSIDADE GERMÂNICA DE DORTMUND

 

Adaptado do: Jornal Meio Norte

TESE DE DOUTORADO DE UNIVERSIDADE ALEMÃ ESTUDA LUTA PELA PRESERVAÇÃO DA SERRA VERMELHA



Após ser destacado pela imprensa da Itália como o pioneiro a publicar denúncia de desvastação na Serra Sermelha, o Jornal Meio Norte agora é destacado pela pesquisadora Claudia Levy, da Universidade de Dortmund, como fonte para o estudo do bioma da caatinga e o processo de desertificação na região sul do Piauí, onde o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) autorizou a implantação do projeto Energia Verde, de corte horizontal da imponente floresta da Serra Vermelha.

 

 

Sob a responsabilidade da empresa J.B. Carbon, o empreendimento teve forte repercussão entre a sociedade, o que levou o Ministério do Meio Ambiente a paralisar o projeto efetivamente por força dos movimentos ambientalistas.

 
O trabalho faz parte de doutorado da pesquisadora Claudia Levy, defendida na Faculdade de Planejamento da Universidade Dortmund, na Alemanha. A brasileira estuda em seu texto “Territory Uses and Management: Desertification under the framework of UNCCD the case of Serra Vermelha, Piauí, Brazil”, analisando os atuais instrumentos de combate e prevenção da desertificação, dentro das diretrizes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, de Clima e de Diversificação Biológica.

A pesquisa analisa diretamente a eficácia da política do governo brasileiro em relação à preservação de biomas e biodiversidade da Caatinga, além do Projeto Energia Verde, da empresa J.B. Carbon, que ia explorar uma área de 77.984 hectares da Serra Vermelha, que atinge parte dos municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia.

 
O desmatamento através de um plano de manejo florestal de grande parte da Serra Vermelha para a produção de carvão vegetal pela J.B. Carbon, foi objeto de reportagens pioneiras sobre a questão publicadas no Jornal Meio Norte.

Em sua dissertação, Claudia Levy lembra que no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas podem ser atingidas pelo processo de desertificação e explica que o drama ambiental da região de Gilbués, no sul do Piauí, abrange 14 municípios como São Gonçalo do Gurguéia, Corrente, Monte Alegre do Piauí, Barreira do Piauí, Curimatá, Redenção do Gurguéia, Bom Jesus, Riacho Frio, Parnaguá, Morro Cabeça no Tempo, Avelino Lopes, Júlio Borges, Sebastião Barros e Cristalândia do Piauí.


Outro ponto importante do trabalho é o destaque do papel da sociedade civil na luta pela preservação da Serra Vermelha e como sua articulação se constitue em importante instrumento de monitoramento do uso dos recursos naturais.

06.06.07

SERRA VERMELHA É DESTAQUE EM SITE DA ITÁLIA

categorias: Meio ambiente

 

ONG ASSOCIAZIONE YA BASTA PUBLICA REPORTAGEM

SOBRE ESCÂNDALO AMBIENTAL DA SERRA VERMELHA

CASO GANHA REPERCUSSÃO NO EXTERIOR

 

Jornal Meio Norte: 05/06/2007

Em plena semana do Meio Ambiente, a campanha em defesa da Serra Vermelha ganha força no exterior. O site da ONG italiana ASSOCIAZIONE YA BASTA
http://www.yabasta.it  disponibilizou uma imensa matéria sobre as ameaças às florestas do Piauí. 

A reportagem destaca a destruição da última floresta do Nordeste brasileiro e explica que o objetivo do movimento ambientalista brasileiro é criar o Parque Nacional Serra Vermelha e cancelar definitivamente o projeto Energia Verde, que tinha planos para transformar 78 mil hectares de florestas nativas em carvão vegetal.

O site italiano destaca ainda o envolvimento do Governo do Piauí com a empresa carioca JB Carbon S/A, uma das doadoras de recursos para campanha de reeleição do governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

veja texto completo:

Appello
Serra Vermelha

La Serra Vermelha è un cosiddetto poligono della siccità, ed è, forse proprio per le terribili condizioni di vita, che gran parte degli attuali abitanti delle tanto tristemente conosciute favelas delle grandi città vengono proprio da questa parte del Brasile.

I tratta di uno degli stati "dimenticati", fuori dai circuiti turistici e del mercato; questo ha fatto in modo che gran parte delle sue ricchezze naturali si conservassero, ma adesso pare che il cosiddetto "progresso" sia in arrivo e che anche il Piaui cominci a rientrare nelle aree potenzialmente inglobabili nelle reti del profitto.

Questo è accaduto quando, in maniera molto subdola e nell'assoluta disinformazione, una grande impresa di Rio de Janeiro, la JB Carbon, con un progetto, forse ironicamente chiamato Energia Verde, ha ottenuto dall'IBAMA, l'ente statale brasiliano per la tutela e preservazione dell'ambiente (!!!), per capirci associabile alle nostre guardie forestali, l'autorizzazione a abbattere 78 mila ettari di foresta.

Questa parte del Brasile è caratterizzato da un bioma tipico, esclusivo solo di queste parti, che si chiama Caatinga (o foresta argentata), vegetazione arbustiva che rimane quasi tutto l'anno secco e fiorisce in maniera molto affascinante solo durante pochi mesi l'anno, la stagione delle piogge.

Solo in poche zone riesce a raggiungere un carattere arboreo, formando paesaggi che assomigliano alla foresta atlantica. Una di queste rarissime aree, forse l'unica nel suo genere, è costituita dalla Serra Vermelha, l'ultima foresta di caatinga del Brasile e del mondo intero.

Si capisce quindi il silenzio in cui si sono firmati gli accordi tra l'ente pubblico brasiliano e la JB: non è stata prevista alcuna ricerca preliminare di rilievo della biodiversità (specie vegetali che animali) presente nella regione da distruggere, non sono state valutati in alcun modo gli effetti che l'abbattimento avrà sulla vita degli abitanti dell'area, come gli effetti sulle risorse idriche, sull'inaridimento e la desertificazione etc. etc. e ovviamente nessuna delle comunità occupanti è stata informata; l'ambiente è stato considerato come bene di cui fruire liberamente per produrre profitto per la grande impresa. Chissà poi cosa (o quanto) avrà spinto alcuni dirigenti dell'IBAMA a mascherare questa faccenda da "Piano di Riforestazione".


Infatti dopo la denuncia di questo sopruso ambientale, fatta dall'associazione culturale Raizes do Piaui, (con alla testa il fotografo Andrè Pessoa) l'IBAMA ha spiegato che il progetto era riforestare la Serra Vermelha… praticamente riforestare una foresta già esistente, in 13 anni, senza conoscere nemmeno il 2% delle specie presenti nella foresta! Sarebbe ancora meglio non tenere nemmeno in considerazione le dichiarazioni degli ingegneri forestali del progetto Energia Verde, che affermano (giornale Meio Norte 09-03-2007) : "l'abbattimento delle piante può addirittura aiutare l'evoluzione delle faune locali; il taglio di alberi, in una area di 6 mila ettari per anno, può generare, oltre che un alto lucro per l'impresa, migliaia di impiegati e lungo una decina di anni, migliorare le condizioni di vita degli animali della regione" .

La sfrontatezza di queste dichiarazioni pubbliche ed il silenzio del governo di stato del Piaui si spiegano forse considerando l'appoggio finanziario che l'attuale governatore del Piaui, Wellington Dias, ha ricevuto durante la sua campagna elettorale dalla JB- Carbon. W. Dias, interpellato sullo scandalo, dichiarerà: " la prima impressione che si ha della produzione di carbone è quella del fumo e della distruzione, ma bisogna tenere in considerazione che le persone hanno bisogno di carbone per il barbecue, per la cucina e per cuocere la pizza".

Di fronte a tanta ipocrisia è partita quindi la denuncia con la campagna SOS Serra Vermelha, che porta avanti la proposta della creazione di un parco nazionale della Serra Vermelha, per garantirne l'incolumità.

E' nato il blog (http://serravermelha.blog.terra.com.br, dove tra l'altro si possono trovare link utili e molte foto), a cui hanno partecipato migliaia di persone da tutto il mondo. Università celebri, come il dipartimento di biologia della USP di San paolo hanno aderito e contribuito denunciando la grande perdita al governo brasiliano, finché infine Andrè Pessoa è riuscito inoltre a coinvolgere i conduttori del celebre Globo Reporter, trasmissione seguitissima della Rete Globo, la principale emittente televisiva brasiliana, i quali, senza preavviso ai dirigenti del progetto, hanno visitato la Serra Vermelha.


Quello che hanno filmato è stato terrificante, grandissime porzioni di vegetazione erano già state abbattute e bruciate negli oltre 300 forni creati appositamente sul posto (vedi foto) e camion carichi fino all'orlo si susseguivano portando il carbone appena prodotto chissà dove (e questo dovremmo chiedercelo soprattutto noi, dato che sono anche i nostri politici che parlano di energia prodotta da carbone…).

E la produzione di carbone non è stata l'unica attrazione per la JB: il dipartimento nazionale per la produzione minerale (DNPM) ha concesso infatti alla JB l'autorizzazione a ricercare l'esistenza di ferro nella Serra Vermelha…in questo modo il cerchio della produzione si chiuderebbe, ferro e carbone per far funzionare le industrie siderurgiche brasiliane e straniere, è garantito il massimo sfruttamento al minimo costo.

Nonostante queste dimostrazioni di appoggio di alcune parti delle istituzioni, la campagna ha ottenuto sempre più consensi e appoggi, sono state numerosissime le associazioni che hanno aderito, ma al di la dei nomi "illustri", è stato molto coinvolgente vedere la partecipazione delle popolazioni locali, in gran parte contadini ed agricoltori

Questi gruppi, i primi che ad essere colpiti dagli effetti del progetto, non sono neanche stati considerati come possibili ostacoli, sono semplicemente saltati da qualsiasi considerazione da parte di imprese e istituzioni. Invece stanno facendo sentire la loro voce muovendosi in difesa delle loro terre, organizzando forum ed incontri di informazione sulla vita nel semiarido, in qualche modo anche cominciando a formare una coscienza delle ricchezze di cui dispongono, ricchezze che sembrano alternative e spesso opposte a quelle delle logiche di ciò che è comunemente considerato "progresso".

Proprio grazie alla lotta di queste piccole comunità il progetto è stato temporaneamente bloccato, sono state avviati dei controlli da parte di istituti governativi nelle condizioni di lavoro e molti dirigenti dell'IBAMA hanno ritrattato, dichiarandosi favorevoli alla creazione del parco.

In realtà però si tratta ancora di interventi temporanei e di molti bei discorsi, le motoseghe sono ancora pronte a mettersi in moto ed i forni ad essere riaccesi, come sempre si ha l'impressione che si stia solo aspettando che si calmi il polverone attorno allo scandalo per continuare il lavoro sporco.

E' per questo motivo che c'è bisogno di appoggio, di partecipazione ed informazione, dal sertao brasiliano ci chiedono di partecipare anche solo con un commento nel blog, in italiano, inglese, spagnolo, o qualsiasi altra lingua, a dimostrazione che l'ambiente è di tutti, che nessuna impresa, istituzione o politico può pensare di passare inosservato sulla vita di chi non è ritenuto capace di denunciare i crimini che subisce.