SOS Serra Vermelha

Ajude a preservar a última floresta do semi-árido nordestino. Peça a criação do Parque Nacional Serra Vermelha. Mande um e-mail para o presidente LULA: www.presidencia.gov.br/presidente/falecom

17

de

junho

REPÓRTER DA GLOBO FALA SOBRE SERRA VERMELHA

 

FRANCISCO JOSÉ ESTEVE NO PIAUÍ PARTICIPANDO DE
PALESTRAS SOBRE JORNALISMO AMBIENTAL

NA CAPITAL E NO INTERIOR ELE ENFATIZOU A IMPORTÂNCIA
DE SE PRESERVAR A NATUREZA DA SERRA VERMELHA

Fonte: RIACHÃONET - O portal de notícias da macro região de Picos

http://www.riachaonet.com.br/materia.php?id=5427

::MEIO AMBIENTE
Serra Vermelha: “Eu fui lá e denunciei”
14.06.2007 - 13:46:17

FRANCISCO JOSÉ FALA SOBRE SERRA VERMELHA E MAMONA

Da Redação: Dionísio Carvalho*

O jornalista da Rede Globo, Francisco José, em visita ao Piauí para ministrar uma palestra sobre “Reportagens especiais”, fala sobre o registro feito na Serra Vermelha fazendo críticas ao Governo e Projeto Energia Verde, e diz ainda que denunciou apenas a realidade.

O repórter em sua palestra falou que é importante se ter um ecojornalismo voltado para as questões ambientais no país, e destacou que deve se “pular todos os obstáculos” para se fazer uma boa reportagem, (o caso da Serra Vermelha).

“Eles não tinham o direito para desmatar, e nem o governo de incentivar oferecendo incentivos fiscais para fazer isso, pois estavam cometendo um crime. E eu fui lá e denunciei. Eu não sou contra A e nem contra B eu mostro a realidade.”, falou o jornalista.

O programa Globo Repórter exibiu durante oito minutos uma reportagem sobre a Serra Vermelha, no dia 26 de janeiro de 2007, e mobilizou ONGs e o país. O programa rende repercussão até hoje no Piauí, no Brasil e no exterior.

A justiça começou as investigações e as supostas irregularidades do negócio e de seus sócios. Serra Vermelha passou a ser um assunto de interesse nacional e internacional. Ambientalistas, cientistas, pesquisadores, políticos, jornalistas, estudantes, formadores de opinião e populares se manifestaram contra o projeto.

O jornalista em suas fala citou um dos momentos decisivos durante a reportagem onde foi feita uma pergunta para o fiscal do IBAMA, onde o funcionário do governo disse que o suposto manejo era “legal”.

“Perguntei: Se o pequeno agricultor não pode queimar um hectare, mas para fazer carvão você pode queimar 100 mil hectares? A fala dele foi que mostrou tudo, e as imagens eram muito evidentes.”

Francisco José comentou ainda sobre o biodiesel e considera importante a implantação de alternativas que sejam em prol do meio ambiente, mas fez ressalvas quanto ao cuidado com o plantio da mamona para que este não prejudique o meio ambiente.

“O Piauí é um estado privilegiado com a área da Serra das Confusões, Serra Vermelha, e a Serra da Capivara sendo lugares muito ricos, e seria um desperdício tirar toda aquela área para plantar mamona, ou qualquer tipo de cultura.”, disse.

*texto editado para publicação

17

de

junho

EMPRESÁRIOS PRESSIONAM DEPUTADOS ESTADUAIS

 

JB CARBON S/A COBRA DOS PARLAMENTARES PARECER

FAVORÁVEL AO EMPREENDIMENTO ENERGIA VERDE

 

FONTE: SITE 180 GRAUS

COLUNA JOÃO CARVALHO:

http://www.180graus.com/bandalarga/default.asp?p=2

 

João Batista Fernandes está na AL pressionando deputados
13/06/2007 11:36:13


Acompanhado de um séquito e de equipes de TV está neste momento na Assembléia Legislativa o empresário João Batista Fernandes, dono da JB Carbon, responsável pelo desmatamento de boa parte da mata nativa da Serra Vermelha.

O empresário, audaciosamente, cobra dos deputados o relatório sobre o caso Serra Vermelha. O Piauí é muito bom. Um forasteiro, que tem como projeto acabar com a nossa mata nativa, banca campanhas eleitorais e agora se acha no direito de exigir dos nossos representantes no Legislativo um relatório que atenda às suas pretensões comerciais.

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FONTE: SITE ACESSE PIAUÍ

http://www.acessepiaui.com.br/politica2.php?id=73250

 

Serra Vermelha:

JB CARBON PRESSIONA DEPUTADOS

PARA CONCLUIR RELATÓRIO

 
13/06/2007 19h16

por Wesslley Sales

Em janeiro deste ano, a Serra Vermelha, localizada nos municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá, região dos chapadões do sul do Piauí, foi manchete em rede nacional por estar sofrendo processo de desmatamento acelerado. Rica em vegetação do tipo caatinga, cerrados e mata atlântica, segue em disputa por ambientalista que querem ver ali a criação de um parque ambiental e a empresa JB Carbon, que tenta implantar o projeto de produção de carvão chamado Energia Verde.

Hoje, o presidente da JB Carbon, João Batista e o diretor administrativo da empresa, Hugo Morilla, estiveram na Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados que compõem a Comissão de Meio Ambiente, a conclusão do relatório que já deveria estar pronto a alguns meses, elaborado pelas impressões dos parlamentares após viagem para a região, onde conheceram o projeto desenvolvido pela empresa e a área em questão.

“Pedimos que saia logo esse relatório, pois precisamos dele. 600 pessoas já foram demitidas e os prejuízos chegam a R$ 13 milhões. Só em indenizações trabalhistas são R$ 3 milhões. É uma brincadeira o que estão fazendo com a gente e tudo por causa do André Pessoa e do Francisco Soares, dois irresponsáveis que se dizem ambientalistas”, esbravejou Hugo Morilla.

Embora não admita ter sido pressionado, o deputado Roncalli Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente, disse que amanhã o relatório será finalizado, culpando a mudança de parlamentares pelo atraso.

“Houve troca dos membros da Comissão e eu não poderia assinar sozinho o relatório, mas, amanhã estaremos reunidos e resolveremos isso”, explicando ainda que do ponto de vista ambiental não encontrou problemas, mas, que o relatório não vai entrar no mérito judicial.

Na área em questão, cerca de 114 mil hectares, o projeto, segundo Morilla, foi aprovado pelo Ibama-PI, e para isso, citou o parecer técnico expedido, onde consta que “… a proposta é uma alternativa ao modelo na região e por isso, deve ser incentivado pelo Ibama e pelo Ministério do Meio Ambiente….”, afirmando ainda que existe diferenças entre a produção de grãos e a de carvão mineral.

“Se vai plantar grãos, queima tudo e arranca as árvores pela raiz e se não plantar soja ou arroz, ela acabou. A terra não serve para mais nada, a vegetação nunca mais volta, isso é a desertificação. O que estamos fazendo é diferente é o projeto de manejo florestal, você colhe a plantação e ela brota e cresce de novo. Temos o maior projeto privado de preservação de mata nativa. Estamos preservando a mata, só que estamos utilizando o potencial produtivo dela”, voltando a criticar os ambientalistas André Pessoa e Francisco Soares, biólogo e presidente da Fundação Rio Parnaíba.

“Porque eles não vão atrás dos 40 mil hectares desmatados este ano no Piauí para a produção de grãos? Tão fazendo carvão no Piauí inteiro e ninguém fala nada”, atacou. Morilla afirmou ainda que a demora em uma solução para o litígio tem causado grandes prejuízos à JB Carbon e à contratação de mão-de-obra.


“Tínhamos 750 funcionários e uma brigada contra incêndio. A previsão era de mais 1.200 funcionários até o próximo mês. Nosso planejamento, até julho, era produzir 23 mil toneladas por mês de carvão legalizado e aprovado pelo Ibama, que hoje, o mercado nacional não tem”, concluiu.

17

de

junho

SENADOR PEDE EXPLICAÇÕES SOBRE SERRA VERMELHA

 

MÃO SANTA APRESENTOU REQUERIMENTO

SOLICITANDO ESCLARECIMENTOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

 

PARLAMENTAR PIAUIENSE QUER INVESTIGAÇÃO SOBRE

A APROVAÇÃO DO PROJETO ENERGIA VERDE

 

REQUERIMENTO Nº /2007
Solicita informações à Exma. Sra. Marina Silva,

Ministra do Meio Ambiente, sobre licenciamentos e autorizações expedidos em favor da empresa JB Carbon S/A. para o projeto "Energia Verde" de desmatamento para fabricação de carvão em áreas de cerrado e caatinga no sul do estado do Piauí.

Senhor Presidente,

Requeiro nos termos do Artigo 216 do Regimento Interno do Senado Federal, com base no Artigo 50 § 2º da Constituição Federal que sejam solicitados informações à Exma. Sra. Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente sobre as ações predatórias ao meio ambiente promovidas pela empresa JB Carbon S/A. no projeto denominado "ENERGIA VERDE" na localidade Serra Vermelha nos municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia abrangendo área de 114.000.00 (Cento e quatorze mil hectares de terras) na região do cerrado e caatinga no sul do Estado do Piauí.

JUSTIFICATIVA

Organizações Não Governamentais de defesa do meio ambiente, entidades de classes do estado do Piauí e do Brasil, citando aqui: Fundação Rio Parnaíba - FURPA, Fundação Velho Monge, Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM, Sindicato dos Jornalistas do Estado do Piauí e outros vem denunciando desde o ano de 2005 as ações de agressão ao meio ambiente no Projeto "Energia Verde" da empresa JB Carbon S/A no Estado do Piauí.

O referido projeto que acusa ter autorização do órgão competente Estadual e federal, fere de forma agressiva o meio ambiente ecologicamente equilibrando em uma das regiões que se apresenta como um dos biomas mais expressivos do Brasil, inclusive com Moção do CONAMA em sua 46ª reunião extraordinária, que propõe ao Ministério do meio Ambiente a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

Contra a referida empresa, corre na justiça federal do Estado do Piauí ações impetradas pelo Ministério Publico Federal e Ministério Publico Estadual do Piauí que apontam irregularidades nos processos de autorizações.

Sala das Sessões, 05 de junho de 2007.

Senador FRANCISCO DE ASSIS DE MORAES SOUZA

17

de

junho

SERRA VERMELHA É TEMA DE TRABALHO NA ALEMANHA

 

A BRASILEIRA CLAUDIA LEVY ESTUDA CASO DA SERRA VERMELHA

E SUA LIGAÇÃO COM O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO

PESQUISA FAZ PARTE DO CURSO DE DOUTORADO

DA UNIVERSIDADE GERMÂNICA DE DORTMUND

 

Adaptado do: Jornal Meio Norte

TESE DE DOUTORADO DE UNIVERSIDADE ALEMÃ ESTUDA LUTA PELA PRESERVAÇÃO DA SERRA VERMELHA

Após ser destacado pela imprensa da Itália como o pioneiro a publicar denúncia de desvastação na Serra Sermelha, o Jornal Meio Norte agora é destacado pela pesquisadora Claudia Levy, da Universidade de Dortmund, como fonte para o estudo do bioma da caatinga e o processo de desertificação na região sul do Piauí, onde o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) autorizou a implantação do projeto Energia Verde, de corte horizontal da imponente floresta da Serra Vermelha.

 

 

Sob a responsabilidade da empresa J.B. Carbon, o empreendimento teve forte repercussão entre a sociedade, o que levou o Ministério do Meio Ambiente a paralisar o projeto efetivamente por força dos movimentos ambientalistas.

 
O trabalho faz parte de doutorado da pesquisadora Claudia Levy, defendida na Faculdade de Planejamento da Universidade Dortmund, na Alemanha. A brasileira estuda em seu texto “Territory Uses and Management: Desertification under the framework of UNCCD the case of Serra Vermelha, Piauí, Brazil”, analisando os atuais instrumentos de combate e prevenção da desertificação, dentro das diretrizes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, de Clima e de Diversificação Biológica.

A pesquisa analisa diretamente a eficácia da política do governo brasileiro em relação à preservação de biomas e biodiversidade da Caatinga, além do Projeto Energia Verde, da empresa J.B. Carbon, que ia explorar uma área de 77.984 hectares da Serra Vermelha, que atinge parte dos municípios de Morro Cabeça no Tempo, Curimatá e Redenção do Gurguéia.

 
O desmatamento através de um plano de manejo florestal de grande parte da Serra Vermelha para a produção de carvão vegetal pela J.B. Carbon, foi objeto de reportagens pioneiras sobre a questão publicadas no Jornal Meio Norte.

Em sua dissertação, Claudia Levy lembra que no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas podem ser atingidas pelo processo de desertificação e explica que o drama ambiental da região de Gilbués, no sul do Piauí, abrange 14 municípios como São Gonçalo do Gurguéia, Corrente, Monte Alegre do Piauí, Barreira do Piauí, Curimatá, Redenção do Gurguéia, Bom Jesus, Riacho Frio, Parnaguá, Morro Cabeça no Tempo, Avelino Lopes, Júlio Borges, Sebastião Barros e Cristalândia do Piauí.

Outro ponto importante do trabalho é o destaque do papel da sociedade civil na luta pela preservação da Serra Vermelha e como sua articulação se constitue em importante instrumento de monitoramento do uso dos recursos naturais.

6

de

junho

SERRA VERMELHA É DESTAQUE EM SITE DA ITÁLIA

 

ONG ASSOCIAZIONE YA BASTA PUBLICA REPORTAGEM

SOBRE ESCÂNDALO AMBIENTAL DA SERRA VERMELHA

CASO GANHA REPERCUSSÃO NO EXTERIOR

 

Jornal Meio Norte: 05/06/2007

Em plena semana do Meio Ambiente, a campanha em defesa da Serra Vermelha ganha força no exterior. O site da ONG italiana ASSOCIAZIONE YA BASTA http://www.yabasta.it  disponibilizou uma imensa matéria sobre as ameaças às florestas do Piauí. 

A reportagem destaca a destruição da última floresta do Nordeste brasileiro e explica que o objetivo do movimento ambientalista brasileiro é criar o Parque Nacional Serra Vermelha e cancelar definitivamente o projeto Energia Verde, que tinha planos para transformar 78 mil hectares de florestas nativas em carvão vegetal.

O site italiano destaca ainda o envolvimento do Governo do Piauí com a empresa carioca JB Carbon S/A, uma das doadoras de recursos para campanha de reeleição do governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

veja texto completo:

Appello
Serra Vermelha

La Serra Vermelha è un cosiddetto poligono della siccità, ed è, forse proprio per le terribili condizioni di vita, che gran parte degli attuali abitanti delle tanto tristemente conosciute favelas delle grandi città vengono proprio da questa parte del Brasile.

I tratta di uno degli stati "dimenticati", fuori dai circuiti turistici e del mercato; questo ha fatto in modo che gran parte delle sue ricchezze naturali si conservassero, ma adesso pare che il cosiddetto "progresso" sia in arrivo e che anche il Piaui cominci a rientrare nelle aree potenzialmente inglobabili nelle reti del profitto.

Questo è accaduto quando, in maniera molto subdola e nell’assoluta disinformazione, una grande impresa di Rio de Janeiro, la JB Carbon, con un progetto, forse ironicamente chiamato Energia Verde, ha ottenuto dall’IBAMA, l’ente statale brasiliano per la tutela e preservazione dell’ambiente (!!!), per capirci associabile alle nostre guardie forestali, l’autorizzazione a abbattere 78 mila ettari di foresta.

Questa parte del Brasile è caratterizzato da un bioma tipico, esclusivo solo di queste parti, che si chiama Caatinga (o foresta argentata), vegetazione arbustiva che rimane quasi tutto l’anno secco e fiorisce in maniera molto affascinante solo durante pochi mesi l’anno, la stagione delle piogge.

Solo in poche zone riesce a raggiungere un carattere arboreo, formando paesaggi che assomigliano alla foresta atlantica. Una di queste rarissime aree, forse l’unica nel suo genere, è costituita dalla Serra Vermelha, l’ultima foresta di caatinga del Brasile e del mondo intero.

Si capisce quindi il silenzio in cui si sono firmati gli accordi tra l’ente pubblico brasiliano e la JB: non è stata prevista alcuna ricerca preliminare di rilievo della biodiversità (specie vegetali che animali) presente nella regione da distruggere, non sono state valutati in alcun modo gli effetti che l’abbattimento avrà sulla vita degli abitanti dell’area, come gli effetti sulle risorse idriche, sull’inaridimento e la desertificazione etc. etc. e ovviamente nessuna delle comunità occupanti è stata informata; l’ambiente è stato considerato come bene di cui fruire liberamente per produrre profitto per la grande impresa. Chissà poi cosa (o quanto) avrà spinto alcuni dirigenti dell’IBAMA a mascherare questa faccenda da "Piano di Riforestazione".

Infatti dopo la denuncia di questo sopruso ambientale, fatta dall’associazione culturale Raizes do Piaui, (con alla testa il fotografo Andrè Pessoa) l’IBAMA ha spiegato che il progetto era riforestare la Serra Vermelha… praticamente riforestare una foresta già esistente, in 13 anni, senza conoscere nemmeno il 2% delle specie presenti nella foresta! Sarebbe ancora meglio non tenere nemmeno in considerazione le dichiarazioni degli ingegneri forestali del progetto Energia Verde, che affermano (giornale Meio Norte 09-03-2007) : "l’abbattimento delle piante può addirittura aiutare l’evoluzione delle faune locali; il taglio di alberi, in una area di 6 mila ettari per anno, può generare, oltre che un alto lucro per l’impresa, migliaia di impiegati e lungo una decina di anni, migliorare le condizioni di vita degli animali della regione" .

La sfrontatezza di queste dichiarazioni pubbliche ed il silenzio del governo di stato del Piaui si spiegano forse considerando l’appoggio finanziario che l’attuale governatore del Piaui, Wellington Dias, ha ricevuto durante la sua campagna elettorale dalla JB- Carbon. W. Dias, interpellato sullo scandalo, dichiarerà: " la prima impressione che si ha della produzione di carbone è quella del fumo e della distruzione, ma bisogna tenere in considerazione che le persone hanno bisogno di carbone per il barbecue, per la cucina e per cuocere la pizza".

Di fronte a tanta ipocrisia è partita quindi la denuncia con la campagna SOS Serra Vermelha, che porta avanti la proposta della creazione di un parco nazionale della Serra Vermelha, per garantirne l’incolumità.

E’ nato il blog (http://serravermelha.blog.terra.com.br, dove tra l’altro si possono trovare link utili e molte foto), a cui hanno partecipato migliaia di persone da tutto il mondo. Università celebri, come il dipartimento di biologia della USP di San paolo hanno aderito e contribuito denunciando la grande perdita al governo brasiliano, finché infine Andrè Pessoa è riuscito inoltre a coinvolgere i conduttori del celebre Globo Reporter, trasmissione seguitissima della Rete Globo, la principale emittente televisiva brasiliana, i quali, senza preavviso ai dirigenti del progetto, hanno visitato la Serra Vermelha.

Quello che hanno filmato è stato terrificante, grandissime porzioni di vegetazione erano già state abbattute e bruciate negli oltre 300 forni creati appositamente sul posto (vedi foto) e camion carichi fino all’orlo si susseguivano portando il carbone appena prodotto chissà dove (e questo dovremmo chiedercelo soprattutto noi, dato che sono anche i nostri politici che parlano di energia prodotta da carbone…).

E la produzione di carbone non è stata l’unica attrazione per la JB: il dipartimento nazionale per la produzione minerale (DNPM) ha concesso infatti alla JB l’autorizzazione a ricercare l’esistenza di ferro nella Serra Vermelha…in questo modo il cerchio della produzione si chiuderebbe, ferro e carbone per far funzionare le industrie siderurgiche brasiliane e straniere, è garantito il massimo sfruttamento al minimo costo.

Nonostante queste dimostrazioni di appoggio di alcune parti delle istituzioni, la campagna ha ottenuto sempre più consensi e appoggi, sono state numerosissime le associazioni che hanno aderito, ma al di la dei nomi "illustri", è stato molto coinvolgente vedere la partecipazione delle popolazioni locali, in gran parte contadini ed agricoltori

Questi gruppi, i primi che ad essere colpiti dagli effetti del progetto, non sono neanche stati considerati come possibili ostacoli, sono semplicemente saltati da qualsiasi considerazione da parte di imprese e istituzioni. Invece stanno facendo sentire la loro voce muovendosi in difesa delle loro terre, organizzando forum ed incontri di informazione sulla vita nel semiarido, in qualche modo anche cominciando a formare una coscienza delle ricchezze di cui dispongono, ricchezze che sembrano alternative e spesso opposte a quelle delle logiche di ciò che è comunemente considerato "progresso".

Proprio grazie alla lotta di queste piccole comunità il progetto è stato temporaneamente bloccato, sono state avviati dei controlli da parte di istituti governativi nelle condizioni di lavoro e molti dirigenti dell’IBAMA hanno ritrattato, dichiarandosi favorevoli alla creazione del parco.

In realtà però si tratta ancora di interventi temporanei e di molti bei discorsi, le motoseghe sono ancora pronte a mettersi in moto ed i forni ad essere riaccesi, come sempre si ha l’impressione che si stia solo aspettando che si calmi il polverone attorno allo scandalo per continuare il lavoro sporco.

E’ per questo motivo che c’è bisogno di appoggio, di partecipazione ed informazione, dal sertao brasiliano ci chiedono di partecipare anche solo con un commento nel blog, in italiano, inglese, spagnolo, o qualsiasi altra lingua, a dimostrazione che l’ambiente è di tutti, che nessuna impresa, istituzione o politico può pensare di passare inosservato sulla vita di chi non è ritenuto capace di denunciare i crimini che subisce.

6

de

junho

GOVERNO FEDERAL GARANTE NOVO PARQUE NO PIAUÍ

 

WELLINGTON DIAS DIZ QUE FOI COMUNICADO SOBRE

CRIAÇÃO DO PARQUE DA SERRA VERMELHA

GOVERNADOR ACEITA POSIÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA

E AGORA É A FAVOR DA NOVA RESERVA AMBIENTAL

 

Jornal Meio Norte: 05/06/2007

GOVERNO FEDERAL ANUNCIOU QUE QUER CRIAR O PARQUE NACIONAL DA SERRA VERMELHA ATENDENDO A REIVINDICAÇÃO DOS AMBIENTALISTAS

O Governo Federal anunciou que quer a área da Serra Vermelha, no sul do Piauí, como Parque Nacional, o quinto no Estado, informou o governador Wellington Dias (PT), na abertura da Semana do Meio Ambiente, realizada em solenidade do Palácio de Karnak. A decisão atende à campanha de ambientalistas e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que defendem a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

“A Serra Vermelha é uma das áreas que o Governo Federal anuncia que quer fazer mais um parque”, declarou Wellington Dias. Ele disse que fazer um Parque Nacional no decreto é fácil, mas quer garantir todas as condições de sua manutenção e com inclusão social dos habitantes da região. “É esse o caminho”, afirmou.

 A Serra Vermelha considerada por estudiosos é um imenso chapadão no Sul do Piauí. A área será transformada em Parque Nacional em 2007. Um grande projeto de produção de carvão vegetal, da empresa carioca JB Carbo, planejava fazer corte parcial das árvores em uma área de de 78 mil hectares de florestas da região para abastecer a indústria siderúrgica do Brasil e do exterior.

 A região abriga a maior biodiversidade do interior nordestino, com animais e plantas ainda desconhecidos pela ciência. Documento publicado pelo Ministério do Meio Ambiente diz que pelo menos 50% da vegetação da Serra Vermelha se enquadra dentro do Bioma da Mata Atlântica.

A região fica dentro do Núcleo de Desertificação de Gilbués, um dos mais afetados da América Latina. A Fundação Rio Parnaíba, com apoio de pelo menos uma dezena de entidades do Brasil inteiro, lançou a campanha “Ajude a Salvar a Serra Vermelha”. A Serra Vermelha fica na região de Bom Jesus.

Em 2006, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) aprovou projeto de manejo florestal sustentável chamado Energia Verde, da empresa JB Carbon. A Procuradoria da República no Piauí impetrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para suspender definitivamente o empreendimento da empresa JB Carbon.

Wellington Dias defendeu a criação dos “guardiãos da floresta”, que receberiam uma “Bolsa Verde”, no modelo do Programa do Bolsa Família, paga por empresas que emitem carbono em sua produção.
Ele disse que o Serra Vermelha será o quinto Parque Nacional no Piauí. “Temos que ter gente para fiscalizar a preservação desses parques”, afirmou Wellington Dias.

6

de

junho

MÃO SANTA DENUNCIA DESMATAMENTO NA SERRA VERMELHA

 

SENADOR OCUPA TRIBUNA DO CONGRESSO NACIONAL

PARA DENUNCIAR MAIOR DESMATAMENTO DO NORDESTE

 

MÃO SANTA DISSE QUE O GOVERNADOR WELLINGTON DIAS

É CÚMPLICE DESSE CRIME AMBIENTAL E QUE RECEBEU

RECURSOS DA JB PARA SUA CAMPANHA A REELEIÇÃO

 

05/06/2007 - 15h24 - Plenário

Mão Santa denuncia desmatamento no Piauí e acusa governador do PT

O senador Mão Santa lembrou que nesta terça-feira (5) comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, denunciando o desmatamento que ocorre no sul do Piauí e pedindo perdão por ter ajudado a eleger o governador do estado, do PT, Wellington Dias, segundo ele "o responsável pelo maior desmatamento do Nordeste".

Mão Santa afirmou que 70 mil hectares de floresta estão virando carvão e pediu que a população ajude a salvar a Serra Vermelha, enviando e-mails para as instituições que lutam para salvar a região da devastação. 

(Agência Senado)

VEJA MATÉRIA COMPLETA:

http://www.senado.gov.br/web/senador/maosanta/Boletim/boletim_informativo.asp

 

3

de

junho

PRESERVATION OF THE SERRA VERMELHA

NETWORK APPEALS FOR THE PRESERVATION

OF THE SERRA VERMELHA

 

ATLANTIC FOREST NGO NETWORK

 

The Serra Vermelha, which shelters rich biodiversity and a transition zone of the Atlantic Forest biome with the Caatinga (semi-arid scrub forest) and the Cerrado (Savanna), is seriously threatened.

Located in a huge plateau that is completely preserved in southern Piauí remains the last Brazilian semi-arid forest.

In order to rally society for the preservation of this area, the RMA (Atlantic Forest NGO Network), is running a campaign for the creation of the Serra Vermelha National Park and the immediate suspension of the Energia Verde project that is promoting deforestation in the region.

This project, which was authorized by a regional IBAMA office, intends to transform 78 thousand hectares of native forest into vegetal coal.

The authorization ceded to the project is illegal upon various aspects. Send letters, e-mails or a fax to the Minister of the Environment and to the President of IBAMA.

Fax: 00 55 61 4009-1755

 

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Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.