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17

de

junho

EMPRESÁRIOS PRESSIONAM DEPUTADOS ESTADUAIS

 

JB CARBON S/A COBRA DOS PARLAMENTARES PARECER

FAVORÁVEL AO EMPREENDIMENTO ENERGIA VERDE

 

FONTE: SITE 180 GRAUS

COLUNA JOÃO CARVALHO:

http://www.180graus.com/bandalarga/default.asp?p=2

 

João Batista Fernandes está na AL pressionando deputados
13/06/2007 11:36:13


Acompanhado de um séquito e de equipes de TV está neste momento na Assembléia Legislativa o empresário João Batista Fernandes, dono da JB Carbon, responsável pelo desmatamento de boa parte da mata nativa da Serra Vermelha.

O empresário, audaciosamente, cobra dos deputados o relatório sobre o caso Serra Vermelha. O Piauí é muito bom. Um forasteiro, que tem como projeto acabar com a nossa mata nativa, banca campanhas eleitorais e agora se acha no direito de exigir dos nossos representantes no Legislativo um relatório que atenda às suas pretensões comerciais.

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FONTE: SITE ACESSE PIAUÍ

http://www.acessepiaui.com.br/politica2.php?id=73250

 

Serra Vermelha:

JB CARBON PRESSIONA DEPUTADOS

PARA CONCLUIR RELATÓRIO

 
13/06/2007 19h16

por Wesslley Sales

Em janeiro deste ano, a Serra Vermelha, localizada nos municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá, região dos chapadões do sul do Piauí, foi manchete em rede nacional por estar sofrendo processo de desmatamento acelerado. Rica em vegetação do tipo caatinga, cerrados e mata atlântica, segue em disputa por ambientalista que querem ver ali a criação de um parque ambiental e a empresa JB Carbon, que tenta implantar o projeto de produção de carvão chamado Energia Verde.

Hoje, o presidente da JB Carbon, João Batista e o diretor administrativo da empresa, Hugo Morilla, estiveram na Assembléia Legislativa para cobrar dos deputados que compõem a Comissão de Meio Ambiente, a conclusão do relatório que já deveria estar pronto a alguns meses, elaborado pelas impressões dos parlamentares após viagem para a região, onde conheceram o projeto desenvolvido pela empresa e a área em questão.

“Pedimos que saia logo esse relatório, pois precisamos dele. 600 pessoas já foram demitidas e os prejuízos chegam a R$ 13 milhões. Só em indenizações trabalhistas são R$ 3 milhões. É uma brincadeira o que estão fazendo com a gente e tudo por causa do André Pessoa e do Francisco Soares, dois irresponsáveis que se dizem ambientalistas”, esbravejou Hugo Morilla.

Embora não admita ter sido pressionado, o deputado Roncalli Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente, disse que amanhã o relatório será finalizado, culpando a mudança de parlamentares pelo atraso.

“Houve troca dos membros da Comissão e eu não poderia assinar sozinho o relatório, mas, amanhã estaremos reunidos e resolveremos isso”, explicando ainda que do ponto de vista ambiental não encontrou problemas, mas, que o relatório não vai entrar no mérito judicial.

Na área em questão, cerca de 114 mil hectares, o projeto, segundo Morilla, foi aprovado pelo Ibama-PI, e para isso, citou o parecer técnico expedido, onde consta que “… a proposta é uma alternativa ao modelo na região e por isso, deve ser incentivado pelo Ibama e pelo Ministério do Meio Ambiente….”, afirmando ainda que existe diferenças entre a produção de grãos e a de carvão mineral.

“Se vai plantar grãos, queima tudo e arranca as árvores pela raiz e se não plantar soja ou arroz, ela acabou. A terra não serve para mais nada, a vegetação nunca mais volta, isso é a desertificação. O que estamos fazendo é diferente é o projeto de manejo florestal, você colhe a plantação e ela brota e cresce de novo. Temos o maior projeto privado de preservação de mata nativa. Estamos preservando a mata, só que estamos utilizando o potencial produtivo dela”, voltando a criticar os ambientalistas André Pessoa e Francisco Soares, biólogo e presidente da Fundação Rio Parnaíba.

“Porque eles não vão atrás dos 40 mil hectares desmatados este ano no Piauí para a produção de grãos? Tão fazendo carvão no Piauí inteiro e ninguém fala nada”, atacou. Morilla afirmou ainda que a demora em uma solução para o litígio tem causado grandes prejuízos à JB Carbon e à contratação de mão-de-obra.


“Tínhamos 750 funcionários e uma brigada contra incêndio. A previsão era de mais 1.200 funcionários até o próximo mês. Nosso planejamento, até julho, era produzir 23 mil toneladas por mês de carvão legalizado e aprovado pelo Ibama, que hoje, o mercado nacional não tem”, concluiu.

Arquivado em: Meio ambiente I

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