SOS Serra Vermelha

Ajude a preservar a última floresta do semi-árido nordestino. Peça a criação do Parque Nacional Serra Vermelha. Mande um e-mail para o presidente LULA: www.presidencia.gov.br/presidente/falecom

24

de

dezembro

JB TERÁ AUDIÊNCIA COM WELLINGTON DIAS

EMPRESÁRIO DIZ QUE PROJETO ENERGIA VERDE VOLTA COM TODA FORÇA EM 2008

JOÃO BASTISTA FERNANDES TEM APOIO DO DEPUTADO ESTADUAL FÁBIO NOVO, QUE FOI ELEITO COM RECURSOS DA EMPRESA

Em matéria publicada no Caderno de Municípios do Jornal Meio Norte, o empresário carioca João Batista Fernandes, diz que deverá ter uma audiência nos próximos dias com o Governador Wellington Dias (PT), para discutir a retomada do projeto Energia Verde, na Serra Vermelha.

Provavelmente a audiência deve estar sendo articulada pelo deputado estadual Fábio Novo, eleito presidente do PT no Piauí e agora com uma cadeira na Assembléia Legislativa. Fábio Novo é uma espécie de secretário particular dos interesses do empresário.

Sua campanha a deputado estadual, bem como a campanha pela releição do governador Wellington Dias, teve recursos da empresa JB Carbon S-A que deseja transformar 78 mil hectares de floresta em carvão.

O interessante é que no próprio site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí, aparece uma matéria onde o governador Welington Dias diz que não aceitará empresas do Sul e Sudeste que desejam produzir carvão no Estado. A JB Carbon aparece na lista como uma das empresas multadas por produzir carvão ilegalmente no município de Redenção do Gurguéia.

22

de

dezembro

CÂMARA DOS DEPUTADOS DEFENDE SERRA VERMELHA

Serra Vermelha

Audiência na Câmara Federal decide por criação de novo parque no Piauí

O Instituto Chico Mendes deverá definir a criação de um novo parque ambiental no Piauí, na área da a Serra Vermelha ou incluir a própria Serra Vermelha na jurisdição do Parque Nacional da Serra das Confusões. Essa foi uma das decisões tomadas na Audiência Pública realizada na Câmara dos Deputados.

Ao falar sobre o assunto, o presidente da sessão, deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) logo após ncerramento da Audiência Pública, disse que os membros da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, virão ao Piauí para fazer uma visita aos parques nacionais e também à região onde se denunciou o desmatamento e a produção de carvão.

Representando o Ibama, o diretor nacional de Florestas, Antônio Carlos Humel, também disse que ficou satisfeito com o entendimento na audiência pública sobre três pontos: a realização de estudos pelo Instituto Chico Mendes para saber da viabilidade de criação de um novo parque nacional no Piauí, compreendendo a região da chamada Serra Vermelha ou se faria a incorporação da Serra Vermelha ao já existente Parque Nacional das Confusões;. a visita de parlamentares aos Cerrados piauienses para verem como se faz o manejo do solo, que é diferente de desmatamento e, por fim, a revisão da legisção sobre manejo e desmatamento.

O Ibama, segundo o diretor nacional de Florestas, faz manejo de solo há mais de 15 anos e vem dando certo. É o que se pretende mostrar aos deputados ambientalistas.

A Audiência Pública, da qual participaram representantes do Ibama, inclusive o superintendente no Piauí, Romildo Mafra, e de vários representantes de entidades voltadas ao meio ambiente foi presidida pelo deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) e promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atendendo a solicitação de ambientalistas preocupados com o desmatamento na Serra Vermelha.

Fernando Gabeira revelou que ‘"ficou claro na audiência pública que a Serra Vermelha, assim como o Parque da Serra da Capivara, das Confusões, são importantes para o país, mas o Ibama deverá definir uma área para a criação do novo parque".

O objetivo da audiência foi saber por que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu licenciamento para o projeto Energia Verde, que produz carvão a partir de madeiras da região da serra. Uma matéria veiculada pelo programa de TV Globo Repórter, em 26 de janeiro, mostrou que mais de 100 mil hectares de floresta nativa da caatinga estão sendo transformados em carvão.

No início de janeiro, o Ministério Pùblico da União no Piauí ingressou com ação civil pública contra o Ibama, o Condomínio Fazenda Chapada do Gurguéia e a empresa JB Carbon, para suspender a implantação do projeto Energia Verde.

Segundo o Ministério Público, o projeto - implantado na Serra Vermelha, uma área de 114 mil hectares, nos municípios de Curimatá, Redenção do Gurguéia e Morro Cabeça no Tempo - constitui o maior desmatamento do Nordeste. Ainda de acordo com o ministério, mesmo sendo notória a insustentabilidade ambiental do megaempreendimento, o Ibama licenciou a ação sem a realização necessária do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental. A meta do projeto é produzir 221 toneladas/ano de carvão vegetal, com previsão de desmatamento de 77 mil hectares de floresta de caatinga arbórea.

Para o ministério, a licença concedida pelo Ibama está "cheia de vícios", comprometendo o bioma caatinga, o único originalmente nordestino e ainda praticamente desconhecido. Segundo o Ministério Público, como o objetivo do projeto é produzir carvão para abastecer usinas siderúrgicas do centro-sul do País, não há floresta que resista a tal empreendimento.

22

de

dezembro

JORNALISTA CRITICA SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE

BLOG DE JORNALISMO TRAZ MATÉRIA SOBRE SERRA VERMELHA

Confira: http://nasemana.blogspot.com/2007/06/culpas-jornalisticas-parte-2.html

por: CARLOS ROCHA*

Culpas jornalisticas parte 2

Não esperava ter que fazer a parte 2 das "Culpas jornalísticas" tão cedo, mas sempre tem alguma coisa que apressa o fato. Agora foi malfalada e malexplicada questão da Serra Vermelha.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Dalton Macambira foi a televisão dizer que se está fazendo "ecoterrorismo" (fico pensando que o termo deve ser fazer uma bomba a partir de uma árvore) sobre o caso. É mais ou menos assim: Estão derrubando e destruindo árvores na Serra Vermelha, logo a culpa é da imprensa. Tão lógico quanto dizer que dois mais dois são 786.

A imprensa não tem visão clara do assunto já que vive enfurnada nas redações teresinenses com ar condicionado e tem de conviver com as versões interessadas tanto dos ambientalistas quanto dos defensores do projeto. Essa é a falha da imprensa e não o fato de estar mostrando os aspectos claramente contraditórios do projeto.

Além do mais, se a imprensa está fazendo "ecoterrorismo" (eu ainda acho esse termo absurdamente sem sentido) porque falar em um programa de televisão, já que ele faz parte dessa mesma imprensa?

* CARLOS ROCHA: Quem sou eu
O blogueiro que vos escreve trabalha com jornalismo, estuda bastante e procura escrever coisas interessantes quando pode.

22

de

dezembro

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE DEFENDE SERRA VERMELHA

GOVERNO FEDERAL DIZ QUE DESMATAMENTO NA SERRA VERMELHA OCORRE DE FORMA ILEGAL

Por Ana Echevenguá

Diante das leis, o desmatamento camuflado de plano de manejo, Energia Verde, jamais poderia ter sido liberado pela Semar e obtido a licença de desmate pelo o Ibama do Piauí.

A cada dia as evidencias revelam que a Serra Vermelha jamais poderia estar sendo destruída. O Ministério do Meio Ambiente enviou e-mail comunicando que 50% da área total do projeto incidem sobre Floresta Estacional Montana e Submontana, tipologia florestais, que é a Mata Atlântica, e que pelo Decreto 750/93 está protegida.

O decreto, no seu artigo 1°, diz que "ficam proibidos o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançados de regeneração da Mata Atlântica". Para os efeitos deste decreto, "considera-se Mata Atlântica as formações florestais e ecossistema associado inseridos no domínio Mata Atlântica, com as respectivas delimitações estabelecidas pelo Mapa de Vegetação do Brasil".

A nova lei, 11.428 de 22 de dezembro de 2006, amparo o decreto e é bem mais rigorosa, vedando completamente o corte, inclusive o seletivo, e a supressão de vegetação primária e no estágio avançado de regeneração, com exceção dos casos de obras, projetos ou atividades pública, científica e práticas preservacionistas.

Diante das leis, o desmatamento camuflado de plano de manejo, Energia Verde, jamais poderia ter sido liberado pela Semar e obtido a licença de desmate pelo o Ibama do Piauí.

Arimatéia Azevedo

Serra Vermelha
O governo do Piauí precisa dar ouvido às entidades ambientalistas para evitar aquela desavergonhada depredação da Serra Vermelha. E é melhor que ouça logo, antes que o Estado vire um pária internacional por permitir que se derrube uma floresta para fazer carvão.

22

de

dezembro

SITE DA ABIN PUBLICA MATÉRIA SOBRE CARVÃO NO PIAUÍ

AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA ESTÁ PREOCUPADA COM EXPANSÃO DA PRODUÇÃO DE CARVÃO NO INTERIOR DO PIAUÍ

Deslocados pela expansão das lavouras de soja e de cana, pecuaristas começam a desmatar o Sudeste do Piauí e entram no mercado de carvão

Há décadas, o pecuarista Edson Rosa de Oliveira seguiu a trilha do avanço da fronteira agrícola brasileira. Da Bahia, onde nasceu, foi para Goiás, depois para o Mato Grosso. Dois anos atrás, aportou no Sudeste do Piauí. “Estamos sendo empurrados pela soja e, agora, principalmente, pela cana. A procura pelas usinas de álcool encareceu a terra em Goiás e no Mato Grosso”, diz. De fato, o hectare de terra em Novo São Joaquim (MT), onde ainda tem uma fazenda, está na casa de R$ 2 mil. Em Morro Cabeça no Tempo, conseguiu comprar 15 mil hectares a R$ 50 a unidade. Agora tem um mundo de caatinga para desmatar. E fazer carvão.

Remota e isolada, quase na divisa com a porção mais deserta da Bahia, sem um metro de rua calçada, a cidade só este ano assistiu às primeiras aulas do ensino médio. “Nem posto de gasolina tem. Se precisar de um parafuso, tem que comprar for a”, comenta outro fazendeiro recém-chegado, o baiano Tito Albino, que é dono de 2 mil hectares e está instalando 80 fornos de carvão. Todos concordam: Morro Cabeça no Tempo é a nova fronteira agrícola brasileira. Na verdade, todo o Sudeste do Piauí, ainda amplamente coberto de vegetação que transita entre o Cerrado e a Caatinga.

Isael Nunes Moreira seguiu o rastro do carvão que acompanha a abertura de áreas virgens para a agricultura. Começou operando balanças e guinchos numa siderúrgica de Sete Lagoas (MG). Mudou-se para Manbaí (GO), onde gerenciou uma carvoaria de um empresário da cidade mineira. Depois passou 10 anos em Barreiras (BA), igualmente no carvão. Hoje é o encarregado de uma das carvoarias de Edson Rosa em Morro Cabeça no Tempo.

O Ministério Público Federal (MPF) está preocupado com a célere expedição de licenças de desmatamento de vastas propriedades no Sudeste do Piauí. São 48 áreas. Em uma delas, na Serra Vermelha, situada em parte em Morro Cabeça no Tempo, a empresa Energia Verde obteve licença para desmatar 78 mil hectares de um latifúndio de 114 mil hectares. “Essas licenças foram emitidas pela gerência local do Ibama sem nenhum critério”, afirma o titular no Piauí da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Tranvanvan Feitosa.

A Energia Verde foi embargada pela direção nacional do Ibama depois que o procurador da República ingressou com ação civil pública contra a carvoaria. Em outro caso, o da Brasil Agroenergia, de 25 mil hectares, no município de Canto do Buriti, o MPF requisitou à Polícia Federal abertura de inquérito para apurar o início do desmatamento sem licença ambiental, disse Feitosa.

Segundo o diretor de Uso Sustentado da Biodiversidade e Floresta do Ibama, Marcos Hummel, depois de reunião com o MPF e outras entidades no Piauí, ha cerca de um mês, a direção central do instituto decidiu rever os procedimentos que levaram à emissão de licenças de desmatamento no Sul do Piauí. “Não há dúvida de que o carvão é o grande fomentador desse desmatamento”, afirma.

PARQUES Para tentar proteger parte do Sudeste do Piauí do desmatamento, o Ibama promete criar o Parque Nacional da Serra Vermelha. A medida é reivindicada por entidades do Estado, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo MPF, juízes federais, professores da Universidade Federal do Piauí e ambientalistas. “A criação já está decidida no Ibama”, diz Hummel.

A vontade de fazer, no entanto, esbarra na falta de dinheiro. Recentemente, a OAB-PI propôs uma ação civil pública contra o governo federal para garantir a implantação efetiva do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba, no Extremo-Sul do Estado. Criado por decreto em 2002, a área de proteção nem sequer foi demarcada e fazendeiros que ocupam o território movem ações na Justiça contra a criação do parque.

O Parnaíba drena o Piauí de ponta a ponta. Traça uma divisa natural com o Estado do Maranhão. Percorre cerca de 1,3 mil quilômetros até o Oceano Atlântico, onde, dividido em três braços, forma a única foz em forma de delta existente no Brasil.

VEJA MATÉRIA NO SITE DA ABIN:

http://www.abin.gov.br/modules/articles/article.php?id=1393

 

22

de

dezembro

MÉDICA PUBLICA ARTIGO SOBRE SERRA VERMELHA

SERRA VERMELHA
®Lílian Maial

Enquanto o mundo todo assiste - estarrecido - aos efeitos do superaquecimento global em todo o planeta, e fazem fóruns mundiais com propostas para atenuar os efeitos, os ambientalistas do Piauí estão assustados com o projeto “Energia Verde”, que vem promovendo o maior desmatamento em andamento no Nordeste, na Serra Vermelha, localizada no Chapadão do Gurguéia, entre os municípios de Curimatá, Redenção do Gurguéia e Morro Cabeça no Tempo.

O empreendimento pretende, em 13 anos, transformar 78 mil hectares de floresta de Carrasco em mais de 4 bilhões de toneladas de carvão, para abastecer as indústrias siderúrgicas do Brasil e do exterior.

A empresa responsável pelo projeto é a JB Carbon S/A, de propriedade de João Batista Fernandes, que teve licenciamento ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Ibama, embora existam fortes indícios de que as terras tenham sido griladas. No local da retirada das árvores da caatinga já se pode testemunhar sucessivas mortes de animais silvestres.

O trabalho começou em agosto passado e, além do desmatamento e morte de animais, há as dificuldades para os homens que lá trabalham, impostas pela vegetação, aliada à alimentação precária, sendo obrigados a limitar sua produção diária, acabando por ir embora sem nenhum lucro. São mais de 1.000 homens usando moto-serras, sendo a madeira queimada em fornos que funcionam dia e noite.

Foram descobertas, naquela área, animais desconhecidos da ciência, principalmente serpentes, anfíbios e lagartos, segundo o professor de Zoologia da USP Hussam Zaher, que é doutor em répteis, e esteve na região em pesquisa dos animais ainda não estudados. A região está entre os 900 locais considerados prioritários para biodiversidade brasileira, de acordo com relatório recente do Ministério do Meio Ambiente.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curimatá também está preocupado com as conseqüências do projeto, com os estragos que esse desmatamento vai deixar na natureza.

Segundo eles, os brejos e as lagoas dos baixões, que são uma espécie de colchão que absorve a água da chuva e alimenta as nascentes de diversos rios e riachos da bacia do Gurguéia, que vem da Serra Vermelha, já começam a secar.

Outro segmento da sociedade que também demonstra preocupação com o “Energia Verde”, são os engenheiros agrônomos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Engenheiros Agrônomos do Piauí - Avelar Amorim - a maior preocupação é quanto à localização do projeto, que se encontra em área de recarga, ou seja, recebe água da chuva e alimenta os recursos hídricos, e uma vez que a maioria das árvores da caatinga leva décadas para se desenvolverem.

O projeto da JB Carbon trata-se, segundo o engenheiro florestal Elizeu Rossato Tombolo - um dos técnicos do negócio - de um plano de manejo florestal sustentável, que faz parte do projeto âncora do Plano de Desenvolvimento da Bacia do Rio Parnaíba - Planap, realizado pela Codevasf e governo do estado. O plano foi dividido em 38 fazendas, cujos proprietários são oriundos do sul do país.

De acordo com Rossato, não está havendo desmatamento na Serra Vermelha, a atividade é ecologicamente correta, socialmente e economicamente sustentável, além de gerar 2 mil empregos diretos e 5 mil indiretos, e que os trabalhadores usam equipamentos de proteção, dormem em alojamentos e são bem alimentados. Explica que como as árvores são cortadas no tronco, elas vão se recuperar em três anos. Quanto aos bichos, ele disse que eles estão caminhando e que quando a mata crescer retornarão.

22

de

dezembro

ESTUDANTE DE JORNALISMO PROTESTA CONTRA CRIMES

O PIAUÍ ATUALMENTE VIVE UM MOMENTO DE "DITADURA AMBIENTAL".

O movimento ambientalista no Piauí é feito por um pequeno grupo de pessoas, mas novos personagens começam a aumentar e fazer parte deste processo. Foi o que pude registrar, nesta última sexta-feira (24), durante uma mobilização pela salvação do planeta. Como acadêmico de jornalismo, e principalmente, ambientalista, pude participar deste “ato semente”, onde um grupo de pouco mais de 20 estudantes decidiu ir até as ruas Teresina semear protestos contra a destruição do meio ambiente piauiense.

O Piauí atualmente vive um momento de “Ditadura Ambiental”, pois as iniciativas são tomadas apenas na esfera governamental, enquanto a participação dos movimentos sociais durante as decisões não são colocadas nem em segundo plano. Mas esquecem eles (políticos) que como na ditadura militar sempre irão surgir ideologias diferentes gerando ações diretas e verdadeiras, a exemplo do Movimento Estudantil da década de 60, que colaborou para a derrocada do regime ditatorial. Mais recentemente no caso Serra Vermelha o Governo do Estado do Piauí junto com o IBAMA viabilizaram a destruição de 78 mil hectares de uma das mais importantes biodiversidades do planeta, só que o problema é que eles esqueceram de um grupo articulado e ideologicamente forte, os ambientalistas.

Lutar pela causa ambiental no Piauí é tarefa dura, principalmente, quando o indivíduo questiona alguma forma de desenvolvimento. Vale citar aqui Francisco Alves Mendes Filho, o seringueiro ambientalista Chico Mendes, que usou seu próprio corpo para proteger a floresta Amazônia contra os projetos devastadores, onde muitas vezes foi acusado por fazendeiros e políticos locais de prejudicar o "progresso" em 1987. Após 20 anos aqui no Piauí ainda se perpetua esse pensamento por lideranças políticas e empresariais de que ambientalista faz terrorismo contra o desenvolvimento.

Será que esses novos personagens que se manifestam não ruas com faixas, apitos, cartazes e gritos de justiça fazem parte de uma nova tendência de revolução no Piauí bem como no planeta?

Creio que com tantas catástrofes ambientais acontecendo, e cansado de ouvir as pessoas reclamarem nas paradas de ônibus do calor, irá aparecer alguém gritando contra essa situação, e desse “efeito grito” haverá alguma pessoa que o chame de idiota, mas sempre existe várias outras na parada de ônibus com calor e de ouvidos atentos.

O “efeito grito” foi expresso nesta sexta-feira por cartazes, faixas e vozes de jovens estudantes contra o “desenvolvimento a qualquer custo” aplicado como uma injeção letal pelo atual governo em parceria de deputados. Os cartazes traziam as seguintes mensagens: “Soja destrói o Cerrado, Serra Vermelha quase se foi. Qual será a próxima governador, Carvão não é desenvolvimento, Fora BUNGE e JB Carbon, Fora Dalton MAUcambira (secretário de meio ambiente), Deputados do Piauí querem destruir a Serra Vermelha, Mamona não é comida” e outros. Os manifestos foram colocados na frente do Palácio de Karnak.

O dito desenvolvimento para o Piauí com a produção de soja, mamona, cana e carvão causam a formação destas frases, e com certeza outras mobilizações ainda maiores surgirão, pois o aumento destas supostas práticas desenvolvimentistas devastam sem retorno. E a Terra não vai querer saber quem foi bom, ou mal, enfim, todos pagarão na mesma moeda.

Paulo Zotollo, presidente da multinacional Philips, foi infeliz em seu comentário a respeito do Piauí, mais infeliz ainda, é termos que aceitar o Piauí ser transformado em uma “grande caieira” beneficiando multinacionais que só trazem riquezas para gringos e gaúchos.

O planeta vai dar a resposta em breve. Catástrofes maiores estão por vir devido a falta de consciência das pessoas e principalmente pela INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA desses ditos lideres.

Dionísio Carvalho Neto, 22 anos
Estudante de Comunicação Social da UESPI e ambientalista

22

de

dezembro

ESTUDOS COMPROVAM MATA ATLÂNTICA NA SERRA VERMELHA

PESQUISADORES DA SOCIEDADE NORDESTINA DE ECOLOGIA CONFIRMAM PRESENÇA DE MATA ATLÂNTICA NA SERRA VERMELHA

ESTUDOS FORAM FEITOS SOB A COORDENAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

A campanha do Ibama do Piauí e dos defensores do desmatamento na Serra Vermelha, que não admitem a existência da vegetação Mata Atlântica, onde o projeto Energia Verde pretende desmatar 78 mil hectares de floresta, contradiz o estudo feito por pesquisadores da Sociedade Nordestina de Ecologia, da Universidade Federal de Recife em parceria com a Rede de Ongs da Mata Atlântica, que se manifestaram exibindo provas que evidenciam a presença da Mata Atlântica na Serra Vermelha.

O estudo que organizaram e está publicado no livro "Mata Atlântica - Uma rede pela floresta", foi realizado em 2005. A responsável pela área do Piauí, Maria das Dores Melo, afirma ter encontrado vegetação da Mata Atlântica naquela área. "Me surpreendi com a quantidade de Mata Atlântica encontrada no Piauí", garantiu a pesquisadora que trabalha com cartografia.

No relatório do seu trabalho, Maria das Dores escreveu que "em mapeamento concluído em 2005, verifica-se que a Mata Atlântica do Piauí abrange uma área de 7.791 Km², correspondendo a 3,10% da superfície do Estado, compreendendo as seguintes formações vegetais: floresta estacional semidecidual, floresta estacional decidual, vegetação de dunas/restinga e manguezal".

Continuando a técnica diz : "as maiores áreas de vegetação estão localizadas nos municípios de Guaribas e Canto do Buriti com a fisionomia de floresta estacional decidual montana e floresta estacional semidecidual submontana, no município de Alvorada do Gurguéia. Além de incluir também os municípios, Morro Cabeça no Tempo, Curimatá, Redenção do Gurguéia, Avelino Lopes e Bom Jesus.

Bem antes deste estudo, o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, havia definido na Resolução n° 26 de dezembro de 1994, orientar os procedimentos para licenciamento de atividades florestais no Piauí. O órgão, que tem como presidente a Ministra do Meio Ambiente, Mariana Silva, proíbe a devastação da vegetação no estado primário, ou seja, aquela com diversidade biológica, como é o caso da Serra Vermelha.

No artigo 1º diz: Vegetação primária é aquela de máxima expressão local, com grande diversidade biológica, sendo os efeitos das ações antrópicas mínimos, a ponto de não afetar significativamente suas características originais de estrutura e de espécies".

Para completar o número de provas que revelam o quanto as leis foram desobedecidas, uma outra resolução do Conama , n° 001 de janeiro de 1986, determina a obrigatoriedade do Estudo de Impacto ambiental em empreendimentos que causam grandes impactos.

No capítulo XIV, diz que uma das atividades que exige o EIA-Rima é a "exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental".

Enquanto a população que vive na região onde a JB Carbon está desmatando só tem o direito de permanecer calada, o governo do estado concede isenção fiscal de 12 anos para que a empresa permaneça destruindo uma floresta que, sem dúvida, poderia ser a redenção da população.

A área da Serra Vermelha também é considerada uma área de extrema importância biológica para a conservação da biodiversidade, conforme determina a Portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Por esses motivos a transformação da área em uma Unidade de Conservação, é a única maneira de se preservar esses importantes remanescentes e fazer com que seus benefícios ambientais.

22

de

dezembro

DESEMBARGADORA VOTA CONTRA NATUREZA

TRF EM BRASÍLIA REVOGA DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL E MANTÉM PROJETO ENERGIA VERDE EM FUNCIONAMENTO

EMPRESA JB CARBON PODERÁ CONTINUAR COM SUAS ATIVIDADES NA REGIÃO DA SERRA VERMELHA

A desembargadora federal Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília, Distrito Federal, revogou a decisão que suspendia as atividades da empresa JB Carbon na região da Serra Vermelha, sul do Piauí. A decisão saiu na tarde desta quarta-feira (19), após julgamento de recurso da empresa contra o pedido do Ministério Público Federal, feito através do promotor Tranvanvan Feitosa.

Justiça Federal suspende atividades da J. B. Carbon na Serra Vermelha
A assessoria da JB Carbon disse que os advogados ainda não tiveram acesso ao texto da liminar, que tem 12 páginas e, segundo informações preliminares, faria críticas à decisão do juiz federal substituto Nazareno César Moreira Reis, da 1ª Vara Federal em Teresina. Ele determinou no início do mês a paralisação do manejo florestal da área após Ação Civil Pública de Tranvanvan Feitosa.

Selene Maria é a mesma desembargadora que já havia decidido anteriormente à favor da JB Carbon em outra ação, no mês de novembro.

A atuação da JB Carbon tem sido motivo de polêmica desde a divulgação de imagens em rede nacional de televisão do trabalho realizado no local. Ambientalistas defendem que a ação da empresa destrói o meio ambiente. A empresa se defende desmentindo as acusações, e alega trabalhar com todos os rigores da legislação.

A Serra Vermelha passou a ser motivo de discussão entre políticos, que defendem a criação de um parque nacional no local, já apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas com objeções de políticos locais, em especial dos que defendem a divisão do Piauí com a criação do Estado do Gurguéia. O parque, entre Bom Jesus e Redenção do Gurguéia, impediria o desenvolvimento da região.

22

de

dezembro

FÁBIO NOVO É BONECA DA JB CARBON

PARQUES AMBIENTAIS, FÁBIO NOVO E A JB CARBON

Por Edna Nascimento

Os jornais do Piauí deram ampla divulgação a um protesto comandado por Fábio Novo, então vice-prefeito de Bom Jesus, em apoio à empresa JB Carbon. Enquanto ambientalistas e cientistas, como a professora Dr. Gisele Daltrini Felice da UFPI alertavam sobre o projeto Energia Verde, que, em sua opinião, era ecologicamente questionável, embora "legalmente aprovado", e estava em execução na Serra Vermelha, no sul do Piauí, Fábio Novo na contramão do relatório da ONU sobre o alerta da devastação do meio ambiente provocado pelo aquecimento global, arregimentava trabalhadores para defender o projeto Energia Verdes sob o manto da defesa do emprego e do progresso.

Esse tema sobre a devastação da caatinga da Serra Vermelha foi denunciado ao Brasil através do programa Globo Repórter da TV Globo. O projeto planejava derrubar árvores de uma área de 78 mil hectares de florestas. A madeira queimada era encaminhada aos fornos para produzir carvão. Os técnicos do IBAMA à época, tentavam justificar que na Serra Vermelha não havia devastação, pois o tipo de técnica utilizada para derrubar as árvores, não era com corte raso, nem com queimadas. Eles afirmavam que em torno de 13 anos a vegetação voltaria ao seu estado original.

A imagem do Fábio Novo acompanhado de alguns trabalhadores da região de Bom Jesus num ato em defesa do "emprego" dos trabalhadores era apenas o pano de fundo de outro enredo, as relações entre os políticos do Estado e os financiadores de suas campanhas. Para alguns crédulos parecia um ato de coragem se confrontar com os ambientalistas que denunciavam as queimadas patrocinadas por tal empresa. Aqui mesmo no 180graus foi publicado artigo de Fábio Novo mostrando que Rede Globo promoveu uma farsa no Globo Repórter ao denunciar a destruição dos cerrados.

Não me interessa aqui as disputas internas do PT pelo comando de sua direção Estadual, mas me parece muito estranho que só agora essas informações de que Fábio Novo usou o avião da JB Carbon durante a campanha eleitoral seja denunciado. Ficou claro os interesses que Fábio Novo defendia quando proclamava que havia muito exagero dos ambientalistas, ou seja, ficou claro seu envolvimento até a medula com o agro-negócio. O mais curioso é que, quando um político é flagrado praticando tráfico de influência, sonegação, corrupção, eles tem sempre uns amigos ricos que justificam as suas irregularidades. Lembram o amigo do Roriz dono da Gol que lhe emprestou assim por bondade, muito dinheiro; foi assim com Renan Calheiros com o amigo empreiteiro que lhe prestava favores intermediando o pagamento a sua ex-amante e agora Fábio Novo que tem amigos, muito generosos, como os empresários da JB Carbon que lhe cederam um avião para, segundo seus companheiros de partido, fazer campanha. No entanto, como é de se esperar nesses casos, "ele alegou que estava apenas levando um familiar adoentado à sua cidade natal, Bom Jesus".

O atual deputado, Fábio Novo, não pode mais fazer a sua campanha contra a criação de parques ambientais sem quem se paire sobre ele a desconfiança e a dúvida acerca de seus reais propósitos. Vai ficar claro que ele está defendendo interesses dessas empresas. Fiquemos atentos aos seus projetos na Assembléia Legislativa, pois tudo leva a crer que ele será nesse poder o homem da JB Carbon. Na ocasião da sua famigerada campanha lembro-me de ouvi-lo dizer: "querem transformar todo o território do Estado em parques e mais parques ambientais" e indignava-se.

Esse fato é só para ilustrar como muitos homens públicos defensores do "trabalho" escondem por detrás dessas bandeiras, interesses escusos de grandes grupos econômicos, especialmente quando se envolve questões ambientais. A disputa interna do PT mostrou um pouquinho, uma nesga dessas transações, mas o próprio PT não pode ir mais a fundo, sob pena de revelar todas as suas entranhas e inclusive do seu chefe maior

O New PT, não tem mais lugar pra ambientalistas. O New PT tem Fábio Novo. Esse PT que dá isenção fiscal a empresário predador do meio ambiente é o PT geneticamente modificado, modificado pela corrupção, modificado pela vontade de poder e pela sua adesão ao neoliberalismo. Não tem nada a ver com a luta de Chico Mendes!

Repito pouco nos interessa as disputas internas do PT, mas ela serviu para mostrar que enquanto ambientalistas e cientistas se dedicavam a denunciar a devastação do cerrado e da Serra Vermelha, o então vice-prefeito de Bom Jesus, bancado pela empresa JB Carbon de forma dissimulada manipulava trabalhadores num suposto protesto contra os parques ambientais. O que a imprensa devia explorar era essa relação. Tentando jogar a comunidade local contra os ambientalistas, proferia o velho argumento de que a empresa estava produzindo carvão na Serra Vermelha estava gerando desenvolvimento!

Chico Mendes era militante do Partido dos Trabalhadores. Morreu cedo, não viu o PT rasgar suas bandeiras; não viu o PT se aliar com os seus assassinos, não viu o PT elogiar os usineiros, não viu a cooptação de sua amiga, ex-seringueira, ministra do meio ambiente, Marina Silva, que encastelada no poder se curva diante dos interesses do agro-negócio. Contudo, o new PT, esqueceu Chico e sua luta. Afinal, são os usineiros, fazendeiros, banqueiros os financiadores do PT e não mais o povo na sua peleja pela libertação. O new PT é Fábio New.

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