SOS Serra Vermelha

78 mil hectares de florestas de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado estão virando carvão no Sul do Piauí. Ajude a salvar esse patrimônio brasileiro! Diga não ao projeto ENERGIA VERDE pelo tel: 0800 618080 ou escreva para: linhaverde.sede@ibama.gov.br

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78 mil hectares de florestas de Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado estão virando carvão no Sul do Piauí. Ajude a salvar esse patrimônio brasileiro! Diga não ao projeto ENERGIA VERDE pelo tel: 0800 618080 ou escreva para: linhaverde.sede@ibama.gov.br
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Terra Blog

06.04.08

AUDIÊNCIA PODE AJUDAR NATUREZA DO PIAUÍ

categorias: Meio ambiente

SERRA VERMELHA FORTALECIDA

EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

 



05 de Abril de 2008
Tânia Martins (Teresina)


A Audiência Pública sobre a polêmica que envolve a Serra Vermelha, entre os municípios de Bom Jesus, Redenção do Gurguéia, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá, realizada ontem, 03, na Assembléia Legislativa, foi mais uma tentativa de manobra da JB Carbon, Funcerrado e Deputado Fábio Novo-PT, para tentar manipular a opinião pública em relação à criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, sob o argumento de que os trabalhadores rurais da região seriam expulsos. O grupo tentou controlar a pauta da audiência indicando somente seus convidados que defendem o projeto Energia Verde. O tiro saiu pela culatra. Os ambientalistas recorreram e conseguiram espaço para defender a proteção da Serra Vermelha e mostraram o quanto é danoso o projeto.

Apesar de a JB Carbon ter patrocinado a veiculação de matérias pagas em um canal de TV local e ter trazido a advogada Samanta Pineda que representava as madeireiras, carvoarias e o deputado da UDR, Max Rosenmann e ainda três ônibus repletos de trabalhadores, sob a coordenação da esposa do vice-prefeito de Morro Cabeça no Tempo, Dalva, acusada de vender terras públicas devolutas a JB Carbon, no município, não conseguiu manipular a audiência.

Já a representante do Ibama, Eugênia Medeiros, disse que o projeto Energia Verde é legal, foi aprovado pelo o MMA e que na área não tem Mata Atlântica conforme diz a lei 11.428/2006. Em momento algum, a técnica do Instituto Chico Mendes se posicionou favorável à criação do parque, afirmando que o projeto da JB se tratava de um plano de manejo florestal sustentável. "Ela fez lobby pra JB, é tanto que foi aplaudida pelo o grupo da empresa", disse Francisco Soares, da Furpa.

Os ambientalistas sentiram-se vitoriosos com o pronunciamento da Curadora do Meio Ambiente do Piauí, Carmem Almeida, que em sua fala reprovou e criticou a advogada Samanta Pineda, perguntando-lhe para quem ela estava a serviço e comentando que a mesma representava um Estado, Paraná, que não era exemplo de conservação do meio ambiente, para nenhum outro no Brasil. O deputado Marden Menzes, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia, também desmascarou Samanta que tentou se apresentar como representante da frente parlamentar da Câmara dos Deputados, ao pedir que ela mostrasse ofício que lhe credenciasse a falar em nome daquele poder. Ela teve que falar pela Funcerrado.

A Curadora Carmem Almeida disse ainda que estava claro que havia uma conspiração, mais não a dita pela advogada, quando quis passar para a plenária que o Secretário Executivo do MMA, João Capobianco e seus colaboradores, formavam uma quadrilha que criam parques no Brasil, e sim uma montada pela empresa JB Carbon e governos. "No Piauí, a política ambiental que se está praticando é irresponsável", disse a Curadora. Ainda sobre Capobianco, o ambientalista Francisco Soares também rebateu a advogado, informando que estava se praticando uma injustiça com quem tem um nome reconhecido internacionalmente pela luta em defesa do meio ambiente no Brasil.

Defenderam também a preservação da Serra Vermelha, o representante nacional do Movimento dos Sem Terras-MST, Claudemir Vieira e dos Quilombolas Antônio Bispo. Claudemir pediu ao deputado Marden que ficasse atento para não permitir a manipulação da Casa (Assembléia) pelo o agronegócio como tentou o grupo do JB. "Essa casa não pode se tornar capacho de grandes empresas do agronégocio". Já o Bispo defendeu a criação de uma reserva onde não tem ocupação humana e a criação de uma Reserva Extrativista para a produção de mel, coletas de frutas e sementes, tudo sem ferir a Natureza.

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